Arquivo mensal março 2018

Desemprego volta a aumentar e já atinge 13,1 milhões de pessoas

A taxa de desemprego voltou a subir com o governo golpista de Temer. Entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018, o desemprego no Brasil chegou a 12,6% , um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, e passou a atingir 13,1 milhões de pessoas. Nesse período, o mercado fechou 858 mil postos de trabalho, enquanto 307 mil pessoas deixaram de procurar uma vaga.
 
O número de trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada se manteve estável e o número de empregados informais caiu em relação ao trimestre anterior. Os dados são da  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mensal contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (29).
 
De novembro para fevereiro, o número de empregados com carteira (33,126 milhões) ficou estável (-0,3%), enquanto o de sem carteira (10,761 milhões) caiu 3,6%. O de trabalhadores por conta própria também permaneceu estável (0,4%) – são 23,135 milhões.
 
Entre os setores que contratam com carteira assinada, todos fecharam vagas no trimestre encerrado em fevereiro. A indústria eliminou 244 mil vagas (-2%) e a construção, 277 mil (-4%). Foram fechados ainda 435 mil postos de trabalho (-2,7%) na área que compreende administração pública, defesa, saúde, seguridade social e educação pública.
 
Na comparação com fevereiro do ano passado (13,2%), a taxa está menor, e o país registra menos desempregados (426 mil), mas por causa do aumento da informalidade. Em 12 meses, o país criou 1,745 milhão de vagas, mas perdeu 611 mil empregados com carteira assinada no setor privado (-1,8%), no menor nível da série histórica, iniciada em 2012. E tem mais 511 mil trabalhadores sem carteira, além de 977 mil por conta própria.
 
 Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, “essa é mais uma prova de que a Lei Trabalhista de Temer, aprovada com a promessa de que seria a grande solução para recuperar o mercado de trabalho e aquecer a economia, era uma desculpa para dar legalidade jurídica aos empresários que queriam ter segurança para precarizar as condições de trabalho e lucrar mais, como a CUT denunciou durante a tramitação da reforma”.
 
Para Vagner, a reforma sempre teve o objetivo de acabar com o emprego e com os direitos, como férias e 13º salário. Esse desemprego é parte da estratégia do ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) para reduzir salários e direitos.
 
“Os novos empregos que surgem são precários, informais, com perda de renda e direitos. Saímos de um período de pleno emprego para uma fase de desemprego estrutural com o golpista Temer, como mostra o próprio IBGE, um órgão do governo Federal”.

Caravana Lula pelo Sul termina com grande ato pró-democracia e antifascismo

Durante ato histórico na noite desta quarta-feira (28), em Curitiba (PR), milhares de pessoas transformaram o encerramento da Caravana Lula pela região Sul numa grande manifestação suprapartidária em prol da democracia e contra a violência fascista. A luta agora é para fazer valer a vontade popular nas urnas e derrotar a onda de intolerância e ódio que se alastra pelo País, sob o olhar complacente e, ao mesmo tempo, encorajador da grande mídia, dos órgãos de segurança pública e do governo que chegou ilegitimamente ao poder embalado pelo mesmo discurso intransigente e antidemocrático.
 
Um dia após dois ônibus da caravana terem sido alvejados por balas na estrada, o ato foi uma demonstração de que o campo progressista está unido contra a tirania de grupos extremistas que pretendem minar o debate político no Brasil, sem pudor algum de atentar contra a vida do ex-presidente Lula. Ao citar os ataques do qual a caravana foi alvo no Sul, Lula foi incisivo ao afirmar que a grande mídia – em especial, a Rede Globo – é a maior estimuladora do ódio no País, assumindo o papel de artífice de uma narrativa cotidiana de criminalização do Partido dos Trabalhadores.
 
“Ontem, alguns jornalistas até defenderam os ataques à caravana. Mas como a imprensa nacional tem complexo de vira-latas e viu a imprensa internacional condenando o atentado, muitos [jornalistas] mudaram de opinião. E, diante de tudo isso, não podem dizer que Lula é violento. Eu fiz várias campanhas eleitorais e, quando perdia, voltava para casa chorando as minhas mágoas, mas nunca incitei a violência”, disse Lula.
 
O ex-presidente reforçou que, para desespero desses setores, toda a cruzada negativa contra ele não tem surtido o efeito esperado. “Já tenho mais de 60 horas de Jornal Nacional falando mal de mim; mais de 70 capas de revistas falando mal; mais de 500 capas de jornal falando mal… Quanto mais falam de mim, mais cresço nas pesquisas”, comemorou. “E eles não se conformam com isso”, completou.
 
Lula, mais uma vez, desafiou toda a força tarefa da Lava Jato a provar os crimes que ele cometeu e disse estar nessa luta para defender a sua honra. “Estou sendo vítima de uma mentira do jornal O Globo; da Polícia Federal da Lava Jato, que fez um inquérito mentiroso; do Ministério Público da Lava Jato, que fez uma denúncia mentirosa; e do juiz Sergio Moro, que aceitou a denúncia e fez uma peça mentirosa me condenando”, detalhou.
 
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), que acompanhou toda a caravana pelo Sul, também disse existir vários responsáveis pela construção desse relato que semeia o ódio, apontando a Rede Globo como autora central da narrativa. “Por que tanto ódio e rancor? Pelo fato de o Lula ser o presidente que mais construiu universidades e que permitiu a pobres, negros, índios e filhos de escola pública entrar nas universidades, que mais construiu institutos federais e que garantiu o protagonismo do Brasil no mundo”, explicou.
 
Pimenta classificou o ato de encerramento da caravana como um momento histórico, de conclusão de uma “jornada épica”, que não se intimidou diante dos ataques dos grupos de milicianos que pretendiam instalar o medo e a violência. “Será que eles acreditavam que um nordestino arretado e corajoso que saiu do Nordeste com sete anos para não morre de fome e que se transformou na mais importante liderança popular do planeta, iria ter medo de meia dúzia de jagunços?”, perguntou, fazendo referência a Lula.
 
Diante da multidão que lotou a praça Santos Andrade, em Curitiba, Paulo Pimenta dimensionou a gravidade dos atos extremistas: “Um ex-presidente da República foi perseguido por uma milícia de fascistas de extrema-direita, que tentou impedir que ele circulasse livremente, visitando universidades, institutos federais, conhecendo obras, conversando com famílias que tiveram suas vidas transformadas pelos governos de Lula e Dilma”.
 
Ao falar do processo contra o ex-presidente, carregado de inconsistência e ilegalidade, Pimenta disse que o juiz Sergio Moro e os promotores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos ainda sentarão no banco dos réus pelos prejuízos que estão causando ao Brasil. “São capachos dos Estados Unidos, meninos de recado dos gringos, para entregar o nosso petróleo, para vender a nossa Eletrobras. Vão ser desmascarados, assim como tantos outros já foram”, disse.
 
“São tempos difíceis, mas são tempos para quem tem coragem. O Lula nos inspira, nos motiva, nos ilumina. Junto com ele e junto com vocês, vamos dizer todos os dias ‘não’ ao fascismo, vamos defender a democracia, porque acreditamos no Brasil. Vamos desmascarar a Lava Jato e construir a maior vitória popular desse País, que vai levar Lula de volta ao Palácio do Planalto”, concluiu Pimenta.

Lula: “Quem atira ovo deveria entregá-lo para quem sente fome”

A chegada da caravana Lula pelo Brasil no estado do Paraná na manhã de segunda-feira (26) mobilizou, mais uma vez, grande multidão na cidade de Francisco Beltrão, onde o ex-presidente subiu ao palco sob intensas demonstrações de apoio dos presentes, sobretudo por aqueles que tiveram ou ainda têm a vida alterada por alguns dos muitos programas do governo petista que beneficiaram o Sudoeste do estado.
 
Mais uma vez, no entanto, os fascistas tentaram, sem sucesso, impedir o ex-presidente de fazer uso de um dos preceitos mais valiosos da democracia: o direito de ir e vir. Ao jogar ovos e usar fogos de artifício, o violento grupelho financiado por ruralistas da extrema direita desdenha da vontade do povo de se encontrar com o ex-presidente e prova que não são estão aptos a viver em sociedade.
 
“Eu não consigo entender o ódio estabelecido neste país. Até 2013 as pessoas aprendiam a viver democraticamente. Eu fiz campanha contra o Ulisses Guimarães, Color, Covas e vocês não me viram atirar ovo em ninguém. O cara que taca o ovo deveria estar distribuindo ovo para quem não tem o que comer”, declarou Lula, que tinha ao seu lado no palco diversos representantes da agricultura familiar local.
 
Sobre o uso de fogos de artifício, Lula aproveitou para mandar um recado. “Eu fico satisfeito quando vejo esses meninos soltarem rojão. Eu fiz campanha 88 e não tinha dinheiro. Eu queria dizer pra eles guardarem o rojão quando eu tomar posse no dia primeiro de janeiro de 2018.
 
“A campanha nem começou. Eu estou aqui para ouvir a população. Sabe quem trouxe universidade para cá? Foi o cara que eles odeiam.  Só eles querem ter direito a escola, a ter carro, a entrar na universidade. É importante lembrar que a comida que eles comem é produzida pela agricultura familiar que eles tanto odeiam”.
 
Ciente de que os ataques estão sendo arquitetados por grupos contrários às políticas de distribuição de renda no Brasil, o ex-presidente desafiou seus adversários a encontrar algum outro período da história em que todas as classes sociais foram beneficiada.
 
“Eu não acredito que seja possível governar este país sem levar em conta a existência do povo pobre.  Eu sou o único presidente que não tem diploma universitário e o que mais criou universidade.”
 
“A gente sabe o que era o Brasil durante o meu governo. Se vocês pegaram história desses que estão protestando vai descobrir que eles nunca ganharam tanto dinheiro quanto no meu governo. Eles sabem disso.”
 
Lula ainda deixou claro que a proposta da caravana não é fazer campanha, uma vez que o período eleitoral nem começou. Eu não estou fazendo a caravana para discutir eleição. Eu estou aqui porque eu tenho desafiado a polícia federal, o MPF, o juiz Moro, para dizer qual crime eu cometi”.
 
“Eu cometi um grande crime de fazer a empregada virar cidadã. Eu cometi um crime de criar 22 milhões de empregos com carteiras assinada. Nós cometemos um crime bárbaro que foi levar luz elétrica a quem vivia a base de candeeiro”.
 
“Eu cometi um crime sim e eles não me perdoam: eu fiz o Brasil ser respeitado no mundo. O ódio que eles têm de mim é porque não admitem que o Brasil deu certo comigo. Eu não falo inglês, francês ou espanhol. E eu dizia a eles que para o Brasil dar certo eu precisava era falar a linguagem do povo brasileiro.”
 
“A coisa que eu tinha mais orgulho era uma dona de casa dizer ‘eu não vou mais no mercado ou no açougue comprar pé de frango. Eu quero fazer é churrasco com picanha’.”
 
A presidente do PT Nacional, senadora Gleisi Hoffmann, também criticou os atos de violência, mas fez questão de dizer que a caravana segue até o final, com grande ato marcado no centro de Curitiba na quarta-feira (28).  “Como paranaense me orgulho muito de estar aqui com vocês. Gente violenta tem tentado nos impedir de chegar em Francisco Beltrão, mas eles precisam saber: não conseguiram e estamos aqui.”
 
“Nós não temos medo dessa gente que está ai porque nós fizemos pela Brasil. Aliás, muitos tratores que eles usam foram comprados com dinheiro do Mais Alimento. Eles podem protestar. Vivemos num país democrático. Mas eles têm que assumir. Eles não podem impedir as pessoas de ir e vir. Nós conquistamos o direito na constituição e vamos onde a gente quiser”.
 
Lula pelo Brasil – A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estados do Sul do país, em março, é a quarta etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país nos meses seguintes. No segundo semestre de 2017, Lula percorreu todos os estados do nordeste, o norte de Minas Gerais, o Espírito Santo e o Rio de Janeiro.
 
O projeto Lula Pelo Brasil é uma iniciativa do PT com o objetivo de perscrutar a realidade brasileira, no contexto das grandes transformações pelas quais o país passou nos governos do PT e o deliberado desmonte dos programas e políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social, que vem sendo operado pelo governo golpista.

Otoni: “Lula representa as maiores conquistas desse país”

O deputado Rubens Otoni levou a 68ª Caravana em Defesa da Democracia, em Anápolis, no último domingo, 25, na Vila São Vicente, que é conhecida como Igrejinha.

Durante a Caravana, o deputado conversou com a população, reafirmando a candidatura de Lula, que é o candidato do povo brasileiro. "Lula representa as maiores conquistas desse país. Se a Constituição garantiu direitos, a efetivação desses direitos se deu nos 13 anos de governos do PT", afirmou deputado. 

A caravana visitou a casa do Sr. Messias Vitória Ribeiro, da Sra. Maria de Lourdes Jesus, da Sra. Ana Paula Costa, do Sr. Fábio Ferreira, do Sr. Luiz Carlos da Costa, do Sr Divino Francisco dos Santos, da Sra. Luciene Costa e Silva, da Sr. Manuel Ferreira de Souza, da Sr. Galdino Araújo dos Santos, do Sr. Everaldo Gaspar, do Sr. Paulo Henrique Gomes Landim e a da Sra. Maria de Lourdes Timóteo.

“2018 é um ano de luta e resistência, mas também o ano da virada”, diz Rubens Otoni em Encontro Regional do PT, em Inhumas

O deputado federal Rubens Otoni participou no último sábado, 24, dos Encontros Regionais do PT, em Inhumas, os quais fazem parte desta região os municípios de Araçu, Brazabrantes, Caturaí, Damolândia, Inhumas, Itaguari, Itauçu, Nova Veneza, Santa Rosa e Taquaral e em São Luis dos Montes Belos. Também fazem parte desta região os 

 

"2018 é um ano de luta e resistência, mas também o ano da virada. Precisamos restabelecer a democracia no país para acabar de vez com os retrocessos impostos por este governo federal", disse Otoni. 

Neste Encontro, foram criados 4 novos Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula Ser Candidato.

O encontro foi coordenado pela presidenta estadual do PT, Kátia Maria e contou com a presença do presidente da CUT, Mauro Rubem, do deputado estadual Luis Cesar Bueno, da deputada estadual Adriana Acorssi, da presidenta regional do Sintego Joana D'arc, do secretário de formação Fábio Fazzon, do secretário de comunicação Rimet Julles, do secretário do interior, Antônio Macário, e de dirigentes, vereadores, militantes e lideranças da região e do presidente do PT de Inhumas, Abnel Cardoso Lourenço Neto, que representou os presidentes municipais da região.

"A cada encontro fico ainda mais motivado para continuar na luta pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores. Nossos adversários querem impedir Lula de ser candidato, mas acreditamos no cumprimento da constituição", destacou Rubens Otoni. 

 

Tarde

No período da tarde, o deputado também prestigiou o Encontro Regional do PT, coordenado pela presidenta estadual do PT, Kátia Maria e contou com a presença do presidente da CUT, Mauro Rubem, do deputado estadual Luis Cesar Bueno, da deputada estadual Adriana Accorsi, da professora Valdirene, que na ocasião apresentou sua pré-candidatura à deputada estadual pela região, dos vereadores Joaquim Antunes (PDT) e Irone Henrique (Podemos), do presidente do diretório municipal do PT de São Luís de Montes Belos, Eber Dias, que representou os presidentes municipais da região, além de dirigentes, militantes e lideranças da região.

Mandato do deputado Rubens Otoni promove panfletagens em Defesa da Democracia e de Lula em várias cidades de Goiás

 
O mandado popular do deputado Rubens Otoni está promovento vários atos de panfletagem junto ao Movimento Lula Livre, em vários pontos de Goiânia. O objetivo é conversar com a população e explicar que a condenação de Lula é fruto de uma farsa judicial que vem se desenhando ao longo dos últimos anos, em capítulos que se mostram tão ilegítimos quanto antidemocráticos.
 
De acordo o deputado federal Rubens Otoni, a população brasileira, embora não esteja nas ruas como muita gente desejaria, está presente nas pesquisas e no clima generalizado de rejeição ao golpe. "Isso é participação popular, sem a menor sombra de dúvida", disse Otoni. 
 

“Estamos firmes e fortes em nossa missão de lutar e defender a democracia”, diz Otoni em Caravana em Anápolis

Anápolis recebeu na última sexta-feira, 23, a 68ª Caravana em Defesa da Democracia. "Estamos firmes e fortes em nossa missão de lutar e defender a democracia, os direitos sociais e denunciar o desmonte das políticas públicas pelo governo federal. Tivemos uma vitória no STF que cumpriu a Constituição ao admitir habeas corpus e conceder liminar a Lula", disse o deputado federal Rubens Otoni.

 

Para Otoni, o objetivo das caravanas é levar informações e esclarecimentos as pessoas. As visitas, em Anáposlis, foram iniciadas na casa do sr Antônio e da dona Jandira, depois pela casa da Ângela Estrela, segudido do sr José Baltazar, do st Idelcy Madureira, e dos srs Divaneiro de Andrade, Osvaldo e Cleiton. Nessa caravana, o deputado fez uma visita muito importante, a dua mãe dona Anita Otoni Gomide.

Foram criados durante as visitas, dois Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula Ser Candidato.

STF cumpre Constituição ao admitir HC e conceder liminar a Lula

Maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – por 6 a 5 – aceitou a liminar apresentada pelo advogado José Roberto Batochio, que impede uma eventual prisão do ex-presidente Lula até o julgamento do mérito do habeas corpus (HC) solicitado pela sua defesa. O julgamento do mérito acontece daqui a duas semanas, dia 4 de abril.
 
“Foi uma decisão correta, estritamente técnica e comum nos tribunais”, afirmou o líder em exercício do PT na Câmara, deputado Wadih Damous (RJ), que acompanhou a sessão lá no Supremo Tribunal. Na avaliação do deputado, o habeas corpus será concedido no dia 4 de abril, embora ele faça questão de deixar claro que a decisão de hoje não aponte para nenhum caminho. “Não significa uma antecipação de julgamento de mérito”, reforçou.
 
“A decisão é apenas para que se garanta a liberdade do ex-presidente Lula até que o Supremo se pronuncie definitivamente no pedido de habeas corpus, uma vez que o plenário do STF entendeu que não deveria dar prosseguimento hoje”, explicou Damous, acrescentando que isso era necessário porque havia “a iminência de ele (Lula) sofrer coação no TRF-4”. O tribunal julga na próxima semana os chamados embargos de declaração, recursos que pretendem esclarecer omissões, obscuridades ou contradições no acórdão. A sentença colegiada mantém a condenação, sem provas, do presidente Lula na ação penal do tríplex do Guarujá (SP).
 
Wadih Damous acrescentou ainda que não teve nada de extraordinário na decisão do STF. “O extraordinário seria não conceder a liminar. A decisão foi correta e mostrou que a Suprema Corte está apta e disposta a refazer o entendimento equivocado de prisão em segunda instância”, afirmou.
 
Votação – Votaram pela liminar que suspende uma eventual prisão os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Marco Aurélio Mello. Foram contrários à liminar os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Baroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
 
Antes da decisão de conceder a liminar, os ministros tiveram que apreciar uma prévia apresentada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato e do pedido de habeas corpus. Ele levantou questão sobre a admissibilidade do habeas corpus para o caso em questão. Mas uma vez a defesa de Lula foi vitoriosa, por um placar de 7 votos a 4 o pedido foi admitido.
 
Votaram a favor da admissibilidade os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia se posicionaram contra o cabimento do habeas corpus.
 
TRF – Na próxima segunda-feira (26), o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, deve julgar os chamados embargos de declaração, recursos que pretendem esclarecer omissões, obscuridades ou contradições no acórdão, a sentença colegiada que mantém a condenação, sem provas, do presidente Lula na ação penal do tríplex do Guarujá (SP).
 
 

‘É totalmente injusto condenar alguém sem provas”, diz Rubens Otoni durante caravana em Luziânia

No dia em que o Supremo Tribunal Federal julga o habeas corpus de Lula, o deputado federal Rubens Otoni levou até a cidade de Luziânia, a 67ª Caravana em Defesa da Democracia, nesta quinta-feira, 22.

 

"Nosso objetivo é conversar e orientar as pessoas sobre esse importante momento em que estamos vivendo. Hoje, o STF precisa cumprir a Constituição da qual é guardião. É totalmente injusto condenar alguém sem provas", disse Otoni. 

 

A caravana foi iniciada visitando o sr. Clayton Tavares, na Empresa Goiás Plásticos, depois seguiu até a Borracharia do Posto Passarelo, onde foi recebida pela dona Ester. O deputado também visitou a comerciante Maria Sanches, a membra da direção municipal do PT, dona Inalda Viana, o relojoeiro Antônio Aquino, a dona Carmina, os padres Vanderlan e Rodrigo, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e sr José Guedes.

Foram criados, em Luziânia, cinco Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula Ser Candidato.

Acompanharam a Caravana, o presidente do PT de Luziânia, Didi Viana e o vice-presidente Gabriel Fidelis.

Universitários goianos acompanham julgamento de habeas corpus de Lula

O Projeto Conhecendo o Congresso, de iniciativa do mandato popular do deputado Rubens Otoni, levou os alunos do Curso de Direito da Faculdade Raízes de Anápolis, a Brasília, na última quinta-feira, 22.

 

De acordo com o deputado, o projeto oferece a oportunidade a universitários goianos de conhecerem a Câmara Federal, o Senado, o STF e demais ministérios. "É uma chance que eles têm de aprender na prática como funciona os poderes no Brasil. O objetivo do projeto é integrar os universitários à instituição constitucional que exerce as funções legislativas e fiscalizatórias do Estado Brasileiro", disse. 

 

Os alunos participaram da sessão que julgou o habeas corpus de Lula, no Supremo Tribunal Federal.