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Caravana Lula pelo Sul termina com grande ato pró-democracia e antifascismo

Durante ato histórico na noite desta quarta-feira (28), em Curitiba (PR), milhares de pessoas transformaram o encerramento da Caravana Lula pela região Sul numa grande manifestação suprapartidária em prol da democracia e contra a violência fascista. A luta agora é para fazer valer a vontade popular nas urnas e derrotar a onda de intolerância e ódio que se alastra pelo País, sob o olhar complacente e, ao mesmo tempo, encorajador da grande mídia, dos órgãos de segurança pública e do governo que chegou ilegitimamente ao poder embalado pelo mesmo discurso intransigente e antidemocrático.
 
Um dia após dois ônibus da caravana terem sido alvejados por balas na estrada, o ato foi uma demonstração de que o campo progressista está unido contra a tirania de grupos extremistas que pretendem minar o debate político no Brasil, sem pudor algum de atentar contra a vida do ex-presidente Lula. Ao citar os ataques do qual a caravana foi alvo no Sul, Lula foi incisivo ao afirmar que a grande mídia – em especial, a Rede Globo – é a maior estimuladora do ódio no País, assumindo o papel de artífice de uma narrativa cotidiana de criminalização do Partido dos Trabalhadores.
 
“Ontem, alguns jornalistas até defenderam os ataques à caravana. Mas como a imprensa nacional tem complexo de vira-latas e viu a imprensa internacional condenando o atentado, muitos [jornalistas] mudaram de opinião. E, diante de tudo isso, não podem dizer que Lula é violento. Eu fiz várias campanhas eleitorais e, quando perdia, voltava para casa chorando as minhas mágoas, mas nunca incitei a violência”, disse Lula.
 
O ex-presidente reforçou que, para desespero desses setores, toda a cruzada negativa contra ele não tem surtido o efeito esperado. “Já tenho mais de 60 horas de Jornal Nacional falando mal de mim; mais de 70 capas de revistas falando mal; mais de 500 capas de jornal falando mal… Quanto mais falam de mim, mais cresço nas pesquisas”, comemorou. “E eles não se conformam com isso”, completou.
 
Lula, mais uma vez, desafiou toda a força tarefa da Lava Jato a provar os crimes que ele cometeu e disse estar nessa luta para defender a sua honra. “Estou sendo vítima de uma mentira do jornal O Globo; da Polícia Federal da Lava Jato, que fez um inquérito mentiroso; do Ministério Público da Lava Jato, que fez uma denúncia mentirosa; e do juiz Sergio Moro, que aceitou a denúncia e fez uma peça mentirosa me condenando”, detalhou.
 
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), que acompanhou toda a caravana pelo Sul, também disse existir vários responsáveis pela construção desse relato que semeia o ódio, apontando a Rede Globo como autora central da narrativa. “Por que tanto ódio e rancor? Pelo fato de o Lula ser o presidente que mais construiu universidades e que permitiu a pobres, negros, índios e filhos de escola pública entrar nas universidades, que mais construiu institutos federais e que garantiu o protagonismo do Brasil no mundo”, explicou.
 
Pimenta classificou o ato de encerramento da caravana como um momento histórico, de conclusão de uma “jornada épica”, que não se intimidou diante dos ataques dos grupos de milicianos que pretendiam instalar o medo e a violência. “Será que eles acreditavam que um nordestino arretado e corajoso que saiu do Nordeste com sete anos para não morre de fome e que se transformou na mais importante liderança popular do planeta, iria ter medo de meia dúzia de jagunços?”, perguntou, fazendo referência a Lula.
 
Diante da multidão que lotou a praça Santos Andrade, em Curitiba, Paulo Pimenta dimensionou a gravidade dos atos extremistas: “Um ex-presidente da República foi perseguido por uma milícia de fascistas de extrema-direita, que tentou impedir que ele circulasse livremente, visitando universidades, institutos federais, conhecendo obras, conversando com famílias que tiveram suas vidas transformadas pelos governos de Lula e Dilma”.
 
Ao falar do processo contra o ex-presidente, carregado de inconsistência e ilegalidade, Pimenta disse que o juiz Sergio Moro e os promotores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos ainda sentarão no banco dos réus pelos prejuízos que estão causando ao Brasil. “São capachos dos Estados Unidos, meninos de recado dos gringos, para entregar o nosso petróleo, para vender a nossa Eletrobras. Vão ser desmascarados, assim como tantos outros já foram”, disse.
 
“São tempos difíceis, mas são tempos para quem tem coragem. O Lula nos inspira, nos motiva, nos ilumina. Junto com ele e junto com vocês, vamos dizer todos os dias ‘não’ ao fascismo, vamos defender a democracia, porque acreditamos no Brasil. Vamos desmascarar a Lava Jato e construir a maior vitória popular desse País, que vai levar Lula de volta ao Palácio do Planalto”, concluiu Pimenta.