Arquivo mensal janeiro 2017

Deputado visita ao prefeito de São Francisco de Goiás

O Deputado Federal Rubens Otoni esteve na manhã desta sexta-feira (27) em São Francisco de Goiás, em visita ao prefeito Wilmar Ferreira, como parte do projeto pelos municípios goianos. Conforme o parlamentar informou, o objetivo é reforçar a parceria com os prefeitos, vereadores e lideranças locais para conhecer as necessidades da cidade e poder defender projetos e ações que tragam resultados para a comunidade. 
 
“O objetivo do meu trabalho em Brasília é ajudar os municípios, articular para poder trazer resultados para a nossa população”, informou Rubens Otoni.

Deputado continua visitas em municípios goianos

O Deputado Federal Rubens Otoni esteve na manhã desta sexta-feira (27) em São Francisco de Goiás, em visita ao prefeito Wilmar Ferreira, como parte do projeto pelos municípios goianos. Conforme o parlamentar informou, o objetivo é reforçar a parceria com os prefeitos, vereadores e lideranças locais para conhecer as necessidades da cidade e poder defender projetos e ações que tragam resultados para a comunidade. 
 
“O objetivo do meu trabalho em Brasília é ajudar os municípios, articular para poder trazer resultados para a nossa população”, informou Rubens Otoni.

Rubens Otoni busca demandas de Taquaral de Goiás

O Deputado Federal Rubens Otoni visitou o prefeito de Taquaral de Goiás, Hélio Gontijo, acompanhado do vereador  Wesley Rodrigues, Maurozonil Teófilo, presidente do PT, Daiane Nilo, assessora da Secretaria de Saúde e Dona Nelma Bento, primeira Dama.
 
“Essas parcerias fortalecem as ações pela cidade. Tenho anotado as necessidades de cada lugar e assim que o recesso da Câmara acabar, darei encaminhamento aos projetos”, informou Rubens Otoni que tem andado pelos municípios goianos em várias regiões do Estado para conversar sobre as dificuldades e necessidades de cada um dos municípios.

Rubens Otoni: Os gestores goianos podem contar comigo

O prefeito de Araçu, Joelton Bernardo, recebeu o Deputado Federal Rubens Otoni na tarde desta segunda-feira (23) para uma conversa sobre as dificuldades e necessidades do município. Na ocasião, o deputado afirmou seu respeito ao trabalho dos gestores das cidades porque sabe como é um trabalho desafiador. “Como sempre digo a eles: Estou disposto a ajudá-los a trazer benefícios para nossa população goiana”.
 
Também estiveram junto conosco o vereador Clovis Carlos e Sebastião Mendanha. Em seguida ele visitou a Rosa, Secretária de Administração.

Em visitas aos municípios goianos, Deputado vai à Nerópolis

O Deputado Rubens Otoni se reuniu na tarde de ontem em Nerópolis com o prefeito Gil Tavares para falar sobre a situação do município. Na ocasião, ele se colocou à disposição como ponto de apoio em Brasília, assim como vem fazendo com todos os gestores goianos. 
 
“Nós estamos indo, nos reunindo com os prefeitos que é para que eles tenham nosso mandato como um verdadeiro aliado em suas estratégias para o desenvolvimento das cidades”, afirmou Otoni. 
 
Estiverem presentes a presidenta do PT, Sônia Aparecida, o Paulo Roberto, liderança do PT, entre outros.

Deputado visita Nova Veneza

Na tarde de hoje, o Deputado Federal Rubens Otoni visitou a prefeita de Nova Veneza, Patrícia Amaral Fernandes, junto com os vereadores Dirceu Roquini, Edson Camargo, Reginaldo Tavares, Maria Silva e do empresário Enéas Amaral. 
 
Lá, ele recebeu um ofício assinado pelo vereador Dirceu Roquini, que solicita emenda parlamentar para a construção de uma pista de caminhada e instalação de academia ao ar livre. Podem ter certeza que vou correr atrás para conseguir esse benefício para  o município.  “Podem ter certeza que vou trabalhar em Brasília para conseguir esse benefício para Nova Veneza ”., disse Otoni.

Rubens Otoni faz análise de conjuntura na CUT-GO

O Deputado Federal Rubens Otoni participou, na manhã desta sexta-feira (20), de uma reunião com a diretoria da Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO). Na ocasião, ele fez uma análise de conjuntura do atual contexto político e econômico. “Estamos vivendo um momento de total insegurança no país no setor econômico, jurídica e político. Essa insegurança afeta o nosso dia a dia. E isso faz parte da nossa avaliação, nossa estratégia para o próximo período” 
 
Segundo Otoni, o momento de luta no Brasil vai além de quem vai dirigir o país, mas pela ameaça da democracia e risco da garantia de direitos. E este cenário como está posto, necessita da mobilização dos trabalhadores.

GOLPE DO CASUÍSMO

Matéria publicada em Política, Diário da Manhã – 15/01/2017.

Manutenção das três principais bacias hidrográficas do país depende da preservação do Cerrado

Entrevista especial com Fernando Tatagiba
 
Depois de quatro anos de negociação e da realização de estudos fundiários, socioeconômicos e ambientais envolvendo o governo estadual de Goiás e o Ministério do Meio Ambiente – MMA, a comunidade que reside nas proximidades do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, está na expectativa de que a área do parque seja ampliada de 65 mil hectares para 222 mil, no próximo mês.
 
Segundo o chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Fernando Tatagiba, “a área atual do Parque, do ponto de vista da conservação, é considerada pequena, porque é insuficiente para garantir a sobrevivência de animais grandes”, como “a onça-pintada, a suçuarana, o lobo-guará, que estão na lista de animais ameaçados de extinção”. Na avaliação dele, a possibilidade de ampliar a área do parque para 222 mil hectares não só garantiria a conservação dos animais que precisam de mais espaço, mas permitiria “conservar também ecossistemas muito ameaçados e que não estão protegidos pelos limites atuais do parque nacional”.
 
Na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone, Tatagiba explica que a conservação do parque nacional e do Cerrado como um todo é fundamental “porque o Cerrado abriga as três principais bacias hidrográficas do país: a do Rio da Prata, a do Rio São Francisco e boa parte da Bacia Amazônica, dado que Tapajós e Tocantins nascem no bioma Cerrado. As nascentes mais altas do Rio Tocantins estão na Chapada dos Veadeiros, e o Cerrado é conhecido como berço das águas. Então, ao conservar os ecossistemas do Cerrado, estamos conservando recursos hídricos, que são fundamentais para a manutenção da vida como um todo”.
 
O biólogo frisa ainda que é possível “adequar a produção agropecuária à conservação da biodiversidade”, estabelecendo “reservas legais de modo a formar corredores ecológicos para que seja possível ligar a biodiversidade dos imóveis privados com a biodiversidade do parque nacional”.
 
Fernando Tatagiba | Foto: EBC
Fernando Tatagiba é graduado em Biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, mestre em Ciências Biológicas pelo Museu Nacional da UFRJ. Atuou como analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente – MMA e atualmente é chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
 
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Quais são os impasses envolvidos na ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – PNCV? Quais as propostas do Ministério do Meio Ambiente – MMA, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio e, de outro lado, as propostas do governo de Goiás em relação ao Parque?
 
Fernando Tatagiba – O processo de ampliação do parque nacional começou há quatro anos. Nesse período, realizou-se uma série de estudos fundiários, socioeconômicos e de relevância ambiental da área a ser ampliada. Ao longo do processo, em setembro de 2015, foram realizadas três reuniões de consultas públicas, nas quais foi apresentada à comunidade do entorno uma proposta em termos de qual seria o limite do parque. Depois das consultas públicas, foram feitas diversas reuniões entre membros do governo federal, proprietários de terras e o governo de Goiás, para dirimir e tentar superar alguns conflitos de interesses. Nesse processo, a proposta de ampliação da área foi sendo lapidada e foram retirados atrativos turísticos privados, foram retiradas fazendas com produção agropecuária, bem como as Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs e imóveis que já tinham iniciado o processo de reconhecimento da RPPN.
 
A área inicial proposta para a ampliação do parque era próxima de 250 mil hectares, mas, devido às negociações multilaterais, o MMA e o ICMBio chegaram a uma proposta de 222 mil hectares. Desse total, o governo do Estado de Goiás pediu que fossem retirados os imóveis que não têm título da terra, para que fosse feito o processo de regularização fundiária das terras e, assim, elas fossem incorporadas ao parque depois. A negociação está nesse ponto, e essa é uma fase natural de um processo de criação ou ampliação de uma área de unidade de conservação que tem como base o diálogo e a negociação. Hoje os gabinetes do MMA e o do governo de Goiás estão negociando o que será uma área ideal para ampliação do parque nacional.
 
Uma forma de garantir a proteção da Chapada dos Veadeiros é através da ampliação do Parque Nacional
IHU On-Line – Quais são os argumentos e interesses daqueles que defendem a ampliação do Parque e dos que são contrários a ela? O que seria uma área ideal para o Parque neste momento?
 
Fernando Tatagiba – É difícil dizer o que seria uma área ideal para uma unidade de conservação integral, como é o parque nacional. O ideal é sempre frente ao possível. Entretanto, é importante dizer que estamos falando da conservação da biodiversidade. Hoje, na Chapada dos Veadeiros e no Cerrado como um todo, habitam espécies que, para sobreviverem, requerem grandes extensões de terra, como, por exemplo, a onça-pintada, a suçuarana, o lobo-guará, que estão na lista de animais ameaçados de extinção. A área atual do parque, 65 mil hectares, do ponto de vista da conservação é considerada pequena, porque é insuficiente para garantir a sobrevivência de animais grandes. Passar de 65 mil para algo em torno de 220 mil hectares seria mais adequado para a conservação dessas espécies, como também seria possível conservar ecossistemas muito ameaçados e que não estão protegidos pelos limites atuais do parque nacional.
 
A forma como a Reserva Legal de uma determinada área é estabelecida num espaço possibilita criar corredores de biodiversidade entre o Parque Nacional e o espaço externo
IHU On-Line – Então há risco de perda de biodiversidade e de espécies da fauna, caso a área do parque nacional não seja ampliada?
 
Fernando Tatagiba – Há risco, sim, porque as áreas que não estão protegidas na forma de parque nacional ou de outro tipo de unidade de conservação de proteção integral estão sujeitas à supressão de vegetação, ou seja, ao desmatamento. É justamente isso que observamos no Cerrado como um todo e em algumas áreas da Chapada dos Veadeiros, que cobre uma área muito maior do que a do parque nacional. No limite sul da Chapada dos Veadeiros, já se percebem os efeitos da expansão da agropecuária. Então, existem áreas que estão sendo convertidas para a produção de grão ou gado. Uma forma de garantir a proteção da Chapada dos Veadeiros é através da ampliação do parque nacional.
 
IHU On-Line – Quais são as principais ameaças ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros hoje? A produção de soja em larga escala se tornou um problema ambiental para a região?
 
Fernando Tatagiba – De certa forma sim, mas há mecanismos que possibilitam adequar a produção agropecuária à conservação da biodiversidade. O Código Florestal estabelece mecanismos de conservação de vegetação de beira de rio, a manutenção de um percentual da terra de uma fazenda para a conservação, na forma de Reserva Legal. A forma como a Reserva Legal de uma determinada área é estabelecida num espaço possibilita criar corredores de biodiversidade entre o Parque Nacional e o espaço externo. Quando falamos de ameaças estamos falando das ameaças ao ecossistema e à sua biodiversidade, ou seja, das espécies que transitam entre o Parque Nacional e o seu entorno. Então, o que acontece fora do Parque pode ameaçar a integridade das comunidades protegidas pela Unidade de Conservação. A supressão de ecossistemas naturais fora do Parque também impacta o próprio Parque Nacional, porque está impactando negativamente os animais e plantas que vivem ali.
 
IHU On-Line – Há quanto tempo têm se intensificado os monocultivos nas proximidades do Parque Nacional? Já há propostas de fazer um manejo que concilie a preservação do Parque com a agricultura?
 
Fernando Tatagiba – Há. Uma das propostas tem relação com a implantação do Plano de Manejo da APA de Pouso Alto, porque a Área de Preservação de Pouso Alto é uma unidade de conservação estadual que circunda o Parque Nacional como um todo. Esse Plano de Manejo estabelece condições mais restritivas para a implementação da agricultura. Então, os proprietários não devem desmatar as áreas que estiverem mais perto do Parque Nacional ou de determinadas áreas mais sensíveis do ponto de vista ecológico. Outra medida é um projeto que está sendo financiado pelo MMA em parceria com o Fundo Brasileiro de Conservação da Biodiversidade, para auxiliar os proprietários rurais do entorno do Parque a fazerem o Cadastro Ambiental Rural – CAR. O que se propõe então é que se estabeleçam as Reservas Legais de modo a formar corredores ecológicos para que seja possível ligar a biodiversidade dos imóveis privados com a biodiversidade do Parque Nacional.
 
IHU On-Line – Como a discussão sobre a ampliação do Parque está repercutindo entre a comunidade local?
 
Fernando Tatagiba – De maneira geral, a percepção da comunidade com relação à ampliação do parque é bastante positiva. Claro que há setores, empresas e pessoas que veem isso de forma negativa, especialmente aqueles que terão seus imóveis afetados por conta da ampliação. Com relação a esses, é fundamental esclarecer que nenhuma área produtiva será afetada. Então, aqueles que têm imóveis podem ficar tranquilos, porque as áreas produtivas das fazendas estão sendo excluídas da ampliação do parque.
 
A maior parte da comunidade do entorno vê a ampliação de forma produtiva, porque o parque é bastante importante para a economia da região. Existe uma pesquisa de mestrado, que será defendida no início deste ano, que estima em R$ 70 milhões as receitas advindas da visita ao parque nacional, considerando os dados de 2015. Hoje, o município de Alto Paraíso de Goiás é o principal beneficiário econômico da visitação do parque, mas atualmente já trabalhamos para a abertura de um portão do parque no município de Cavalcante, porque 65% da área do parque está nesse município, que ainda não é beneficiado com a visitação. Com a ampliação da área, o parque passará a abranger mais dois municípios, Nova Roma e Teresina de Goiás. Com isso esperamos que, a partir da ampliação do turismo nesses municípios, o parque passe a ganhar mais visibilidade e impulso em termos de economia. Estamos trabalhando para que o parque nacional seja um indutor econômico em toda a região.
 
É fundamental esclarecer que nenhuma área produtiva será afetada pela ampliação do Parque
IHU On-Line – Há uma estimativa de quando será concluído o processo de negociação da ampliação do Parque Nacional?
 
Fernando Tatagiba – Hoje a negociação está na esfera do gabinete do ministro do MMA e do governador de Goiás. Em setembro de 2016, teria sido decretada a ampliação do parque, mas o governador, atendendo a um pedido do setor agrícola e agropecuário do estado, solicitou ao ministro do MMA um prazo de seis meses para aprofundar algumas análises fundiárias para ter mais segurança em relação à ampliação. Esse prazo termina em fevereiro, e a nossa expectativa, que trabalhamos na gestão do parque nacional, e da comunidade, que vê na ampliação uma oportunidade de desenvolvimento da região, é que a qualquer momento, a partir de fevereiro, seja decretada a ampliação do parque.
 
Conservar o Cerrado e o Parque Nacional e trabalhar para a ampliação do Parque significa garantir as condições de vida e bem-estar para o próprio ser humano
IHU On-Line – Qual a importância do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros em termos de ecossistema e da preservação do Cerrado, especialmente para evitar a crise hídrica?
 
Fernando Tatagiba – Vemos como fundamental a conservação do Cerrado e do Parque Nacional, especialmente porque o Cerrado abriga as três principais bacias hidrográficas do país: a do Rio da Prata, a do Rio São Francisco e boa parte da Bacia Amazônica, dado que Tapajós e Tocantins nascem no bioma Cerrado. As nascentes mais altas do Rio Tocantins estão na Chapada dos Veadeiros, e o Cerrado é conhecido como berço das águas. Então, ao conservar os ecossistemas do Cerrado, estamos conservando recursos hídricos, que são fundamentais para a manutenção da vida como um todo. Conservar o Cerrado e o parque nacional e trabalhar para a ampliação do parque significa garantir as condições de vida e bem-estar para o próprio ser humano.
 
 
 
(EcoDebate, 12/01/2017) publicado pela IHU On-line, parceira editorial da revista eletrônica EcoDebate na socialização da informação.
 
[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos, em São Leopoldo, RS.]
 
 
 
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Fonte: www.ecodebate.com.br

Fim do Netflix? É pior. Entenda a polêmica sobre banda larga fixa limitada

A discussão a respeito de uma franquia de dados na banda larga fixa, iniciada em 2016, foi retomada nesta semana. Em entrevista publicada na quinta-feira 12, pelo site Poder 360, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que, a partir do segundo semestre deste ano, as operadoras poderão ofertar pacotes com acesso limitado a download e upload de dados. 
 
Nesta sexta-feira 13, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, desmentiu o ministro.
 
O que disse o ministro Gilberto Kassab?
 
Ao site Poder 360, Kassab disse que os planos de banda larga fixa com acesso ilimitado de dados deixarão de existir até o segundo semestre de 2017.
 
De acordo com o ministro, o governo “participa das discussões” sobre o novo modelo, que será definido pela Anatel. “(A ideia é que) esse serviço seja o mais elástico possível, mas tenha um ponto de equilíbrio, porque as empresas têm os seus limites”, disse Kassab.
 
O que diz a Anatel?
 
As declarações de Kassab repercutiram, e a hashtag #NaoAOLimiteDeInternet alcançou o topo da lista de Trending Topics no Twitter do Brasil na sexta-feira 13.
 
À imprensa, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, disse que Kassab cometeu um "equívoco". Segundo Quadros, a medida cautelar que impediu que o acesso à banda larga fosse limitado, de abril de 2016, continua em vigor e não há intenção de alterá-la.
 
Kassab voltou atrás?
 
Sim. Pelo Twitter, o ministro recuou da proposta, em mensagem enviada no fim da tarde desta sexta-feira. “Gostaria de esclarecer e reafirmar que não haverá mudanças no atual modelo de planos de banda larga fixa”, diz o comunicado. “Não sou contra a internet ilimitada”, emendou.
 
De acordo com o site Poder 360, Kassab se encontrou com Quadros na quinta-feira e se mostrou “preocupado” com a repercussão da entrevista. “Não há condições para fazer a mudança”, teria dito Kassab a um interlocutor.
 
O que foi decidido em 2016?
 
As operadoras resolveram que era hora de acabar com a venda de planos de banda larga fixa apenas por velocidade para passar a cobrar, também, pelo volume de dados trafegado na rede. Em 18 de abril, o então presidente da Anatel, João Rezende, proferiu sua frase célebre: “A era da internet ilimitada chegou ao fim”.
 
Naquela mesma semana, o Conselho Diretor da Anatel decidiu proibir as operadoras de limitar o acesso à banda larga fixa "por tempo indeterminado".
 
Por que é ruim a banda larga fixa ter acesso limitado?
 
Limitar o acesso da banda larga é uma medida que afeta de maneira substancial a forma como entendemos e usamos a internet hoje. A partir da conexão da sua casa, o brasileiro passaria a ter um limite para realizar práticas simples, como mandar um e-mail com foto anexada ou assistir filmes e séries em serviços de streaming como o Netflix e fazer download e upload de arquivos.
 
O problema não se restringe a isso, no entanto. Como já afirmou a advogada Flávia Lefèvre, integrante da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), a internet não é apenas uma questão de infraestrutura ou modelo de negócios: é algo essencial para o exercício da cidadania.
 
Exemplos disso foram dados em recente artigo pelo Intervozes, parceiro de CartaCapital:
 
A medida (…) afetaria a realização de uma formação à distância ou acompanhar uma audiência pública transmitida ao vivo pelos sites do Senado ou da Câmara dos Deputados.
 
Empreendedores autônomos que utilizam a internet como trabalho e pequenas escolas e projetos sociais que se conectam através de redes domésticas também seriam limitados.
 
Estabelecimentos comerciais ou públicos, como uma biblioteca municipal, deixariam de abrir suas redes wi-fi para a conexão de visitantes. Quem não tem acesso à rede hoje por limitações econômicas seria ainda mais excluído digitalmente.
 
Ou seja, não apenas os impactos na educação, na participação na vida política do País e no acesso à informação e à cultura, garantidos pela Constituição Federal, seriam desastrosos. A medida afetaria decisivamente nossa relação com a internet como a conhecemos hoje.
 
A população pode opinar?
 
Uma consulta pública sobre o tema foi aberta pela Anatel no dia 11 de novembro de 2016. Cidadãos e entidades podem dar sua contribuição por meio da plataforma Diálogo Anatel até o dia 30 de abril de 2017.
 
 
 
Fonte: www.cartacapital.com.br