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ONU: Brasil deu mais trabalho digno às mulheres

Um estudo sobre trabalho feminino divulgado nesta segunda-feira, 27, pela Organização das Nações Unidas (ONU), coloca o Brasil como um dos destaques internacionais na geração de trabalho “decente”, assim definido como aquele “adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança e capaz de garantir uma vida digna”.
 
O relatório “Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos” demonstra que a taxa de participação da mulher na população economicamente ativa subiu de 54% para 58% no país ene 2001 e 2009.
 
A organização internacional que reúne cerca de 200 países também constata que “o sucesso brasileiro na criação de empregos é resultado de um conjunto de políticas econômicas e sociais que geraram um crescimento inclusivo”, citando nominalmente o programa Bolsa Família.
 
“O aumento real do salário mínimo tem ajudado a reduzir a pobreza e explica a queda de 66% na diminuição da desigualdade no período entre 2000 e 2008. As políticas de proteção social também tiveram importantes efeitos: 16% da queda da desigualdade deveram-se ao aumento das pensões e 12% ao Programa Bolsa Família”, informa o relatório.
 
Como é de conhecimento público, essas políticas se acentuaram nos governos petistas de Luís Inácio Lula da Silva (entre 2003 e 2010) e foram aprimoradas no primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff (de 2011 a 2014).
 
O relatório informa que, no período citado, foram criados 17 milhões de novos postos de trabalho, dos quais 10 milhões “fichados” (registrados em carteira). Esse resultado traduz, segundo a ONU, a ampliação da cobertura de proteção social pelos empregos com registro em carteira. “A proporção das mulheres com carteira assinada aumentou de 30% para 35%”, destaca a ONU, em reportagem veiculada pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).
 
O relatório afirma ainda que “a duplicação do salário mínimo nos anos 2000 também teve importantes efeitos sobre as disparidades salariais entre homens e mulheres. Entre 1995 e 2007, tal disparidade caiu de 38% para 29%”.