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Rubens Otoni participa de audiência pública para discutir o impacto do corte orçamentário nas Universidades e Institutos Federais

O deputado federal Rubens Otoni participou de uma audiência pública para discutir o impacto do corte orçamentário nas Universidades e Institutos Federais, na Assembleia Legislativa de Goiás, na manhã de hoje (28). O evento foi presidido pelo deputado Antônio Gomide (PT) e a mesa dos trabalhos foi composta pelo deputado federal Rubens Otoni (PT), o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, o reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), Jerônimo Rodrigues da Silva, o reitor do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Vicente Pereira de Almeida, os deputados Lêda Borges (PSDB), Coronel Adailton (PP) e Helio de Sousa (PSDB).

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, agradeceu o apoio dos parlamentares pela disposição de debater a importância da valorização das universidades federais. ‘‘Os representantes do povo goiano estarem com a gente nessa causa é muito importante. A nossa luta, também, é de reconhecimento da sociedade. Muitas vezes somos desqualificados, diminuem a nossa luta, mas nós não vamos conseguir chegar até o meio do ano com esse contingenciamento”, destacou.

Edward afirmou que em nenhum momento da história a comunidade acadêmica teve tanto entendimento da atual situação do ensino no Brasil e salientou que todos estão unidos para tentar reverter o quadro. ‘‘É uma redução de 30% dos nossos recursos, que já são insuficientes para arcar com as despesas de modo geral. Algumas Universidades vão suportar a situação até o início de outubro, mas a maioria vai encerrar o semestre agora em julho.”

O reitor destacou que mesmo com a restrição que vem acontecendo desde 2015, a UFG terminou 2018 com a ampliação dos programas de graduação, que, de acordo com ele, “foi executado contra tudo e contra todos”.

Já o reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), Gerônimo Rodrigues, apresentou números dos Institutos Federais, tanto em alcance nacional quando do Estado de Goiás.

O reitor começou falando sobre os cortes na Educação. “Essa ação inicial trata desse assunto, que alguns entendem como contingenciamento e outros como corte, mas independentemente do nome, ela está prejudicando nossas instituições de ensino”, afirmou.

Em seguida, ele apresentou números de expansão dos IFs ao longo dos anos. Em nível federal, desde 2016, existem 644 unidades, nove Polos de Inovação, 526 programas de pós-graduação e 1 milhão de matriculas. “Esses números poderiam ser melhores, mas por questões orçamentárias, isso não é possível. Para o atendimento das necessidades, o valor é maior que o que é ofertado, e a partir de 2015, as linhas começam a se distanciar com déficits bastante significativos. Vários campus ainda precisam de investimento para melhor atender a comunidade estudantil e melhorar o número de alunos”, frisou.

Em Goiás

O Instituto Federal em Goiás tem 14 campus, a maioria em regiões metropolitanas e Entorno de Brasília, contando com 227 cursos. “Saímos de mais de 200 milhões de reais de investimento para apenas 2 milhões de reais e, neste ano, apenas foram liberados 10% desse valor, o que nos deixa sem ter condições de gerir os Institutos. No ministério o discurso é fazer ajustes, entretanto, todos os ajustes que podiam ser feitos já foram feitos. Então, quando falamos que os Institutos podem ser fechados, isso é verídico. Com o contingenciamento, não conseguimos cobrir nem os contratos de limpeza”.

O reitor também frisou que não há necessidade de o Ministério da Educação buscar fora do país modelos de instituições de ensino tecnológico, porque os Institutos Federais são apropriados para o Brasil. “O modelo dos IFs é um modelo próprio para o país, que atende o interior. Nós precisamos que os parlamentares e a população estejam conosco”, disse.

Após ele, o reitor do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Vicente Pereira de Almeida, afirmou que mesmo com as dificuldades diárias e com o contingenciamento, as aulas não foram interrompidas e as atividades estão ocorrendo normalmente.

Vicente Almeida apresentou uma série de dados e números que, segundo ele, mostra a evolução e importância do IF para a sociedade. ‘‘O IF ajuda milhares de alunos há anos. Nós estamos com vários prédios em construção. Pode ser que a gente não consiga terminar as obras com esse corte. Precisamos desse recurso e quero pedir à comunidade que ajude nossa intuição, que sempre teve muita qualidade e é de todos vocês.”

O deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) elogiou a iniciativa e a disposição dos reitores em apresentarem as informações sobre o papel social das universidades com a explanação dos números dessas instituições.

“Essa iniciativa é importante para que as pessoas entendam o papel social que as universidades cumprem e porque as defendemos. Estou aqui mostrando meu apoio nessa luta de garantir uma educação pública gratuita, de qualidade e inclusiva, que contribua para diminuir a desigualdade social no país”, afirmou.