Arquivo mensal setembro 2019

Reitores e parlamentares entregam manifesto na Câmara em defesa das universidades federais

Ex-presidentes da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitores de universidades federais, lideranças estudantis e de movimentos ligados à educação realizaram na tarde desta terça-feira (17), na Câmara, um Ato de entrega do manifesto assinado por ex-presidentes da Andifes, em que solicitam a intermediação do parlamento junto ao governo Bolsonaro por mais diálogo entre as universidades federais e o Ministério da Educação. O documento defende que por meio desse diálogo seja superado o bloqueio de recursos que já comprometem o funcionamento das universidades federais.

Acompanhados por dezenas de parlamentares da Oposição, e também de outros partidos, três ex-presidentes da Andifes entregaram o manifesto à primeira Secretária da Mesa Diretora da Casa, deputada Soraya Santos (PL-RJ), que ficou de repassá-lo ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Ato público
Antes da entrega do manifesto no plenário da Câmara, foi realizado um ato público em um dos plenários das Comissões para a apresentação do documento. A reunião foi convocada pela Frente Parlamentar Pela Valorização das Universidades Federais.

Para o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), membro da Frente Parlamentar, a situação das universidades é de asfixia financeira, por isso é preciso buscar o diálogo e apoio do parlamento para reverter esta situação. “Defender a educação pública, gratuita e de qualidade não é um assunto que pertence a um campo político, a partidos nem mesmo às universidades, mas a toda sociedade que deseja desenvolvimento social e econômico e a afirmação soberana do Brasil”, ressaltou.

Além de representantes de diversas entidades ligadas à defesa da educação pública, o ato contou ainda com a participação de três ex-presidentes da Andifes: Ângela Paiva (ex-reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN); Newton Lima (ex-deputado federal e ex-reitor da Universidade Federal de São Carlos/SP-UFSCar) e Paulo Speller (ex-reitor da Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT).

“Nesse manifesto, assinado por todos os ex-presidentes da Andifes e apoiado pelos atuais reitores, defendemos o que não deveria precisar ser defendido. Infelizmente o sucateamento das universidades é uma afronta diária praticada por esse governo. Ainda assim, estamos dispostos ao diálogo, com respeito às diferenças e opiniões distintas, mas trabalhando pela manutenção desse patrimônio brasileiro que são as universidades federais”, afirmou Ângela Paiva.

Em nome das entidades ligadas à defesa da educação pública, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, disse no ato que os reitores das universidades públicas podem contar com o apoio da entidade. Ele informou que nos dias 2 e 3 de outubro os estudantes voltarão às ruas em defesa da educação pública.

“Querem retirar o financiamento das entidades estudantis para nos enfraquecer porque não querem conviver com o contraditório. Vamos voltar às ruas porque esse é o nosso instrumento de luta para nos contrapormos a esse projeto, e todos juntos vamos conquistar avanços para as nossas universidades federais”, destacou.

Também participaram do Ato público representantes da SBPC, Fasubra, Proifes, Observatório do Conhecimento e Fórum Nacional Popular de Educação.

Confira a íntegra do manifesto:

Manifesto ANDIFES PDF

Onde só os Correios chegam: extremo oeste do Acre

Rio Branco (AC) – Presentes em todos os 5.570 municípios do Brasil, os Correios são os únicos representantes da União em 60% deles. A missão da empresa não é só entregar correspondências e encomendas, mas integrar esses lugares ao resto do país. Também é garantir que todos os brasileiros, independentemente da localização, tenham cidadania e acesso a serviços públicos.

Por suas peculiaridades geográficas, as regiões Norte e Nordeste fogem do padrão logístico que praticamos nas demais regiões do país. Para acessar o ecossistema amazônico é necessário quase uma operação de guerra.

Localizado no extremo oeste do Brasil, o estado do Acre tem a terceira menor população do país. Dos 22 municípios, quatro deles só têm acesso por via fluvial, durante o período de cheia dos rios, ou aérea – através do fretamento de aviões de pequeno porte. Além do serviço postal, os Correios também são o único instrumento público que leva serviços bancários à região.

Nesse universo amazônico, o município de Marechal Thaumaturgo exige uma logística singular dos Correios. Os objetos só chegam por avião de pequeno porte e depois seguem de barco até o outro lado do rio Amônia, onde fica a agência da empresa. São 2h de voo da capaital Rio Branco até o município e mais 1h30 de travessia pelo rio.

As imagens abaixo ilustram a trajetória que uma encomenda vinda de São Paulo percorre até chegar a Marechal Thaumaturgo:

 

“Não quero nem imaginar o que aconteceria se os Correios saíssem do nosso município”
Atilon Pinheiro, funcionário público

O funcionário público, Atilon Pinheiro de Azevedo, reconhece que se não fosse pelos Correios a população de Marechal Thaumaturgo estaria totalmente desassistida. “Temos aqui aposentados que recebem seus benefícios pelo Banco Postal e muita gente utiliza o serviço para o pagamento contas e boletos. Não quero nem imaginar o que aconteceria se os Correios saíssem do nosso município”, preocupa-se.

Rosildo Cassiano Correia, vereador de Porto Walter, município vizinho de Marechal Thaumaturgo, ressalta a qualidade do trabalho da estatal na região. “Você compra um produto em São Paulo numa segunda-feira e na quinta-feira da mesma semana já recebe em casa. É maravilhoso o serviço desempenhado pelos Correios”, elogia.

Prefeito da segunda maior cidade do Acre, Vagner José Sales, lembra que há 50 anos os Correios já atuava na região de Marechal Thaumaturgo. “Os barcos subiam e o meu pai ficava aguardando uma cartinha que vinha pelos Correios de barco”, rememora.

O trabalho da estatal também faz diferença nas atividades da administração pública do município. “Como funcionário, vejo a facilidade que a prefeitura tem em receber e enviar documentos através dos Correios. Assim, podemos cumprir nossas demandas em tempo hábil, mesmo com nossos problemas de acessibilidade”, destaca João Paulo Santos da Cunha.

Fonte: Blog dos Correios 

Lançamento da Década das Nações Unidas da Agricultura Familiar, no Brasil

Instituída pela ONU, a Década da Agricultura Familiar 2019-2028 foi lançada no Brasil hoje (11), pela da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar na Câmara dos Deputados. O evento, que ocorreu no Plenário Ulysses Guimarães, reuniu especialistas e representantes das principais entidades do país para falar sobre os desafios do setor. Ao mesmo tempo, do lado de fora do plenário, no Salão Verde, está sendo realizada exposição com painéis e mesa de produtos da agricultura familiar: pães, cucas, geleias, salames, queijos, sucos, verduras, frutas e artesanato.

Lançada mundialmente em Roma no mês de maio, e na América Latina em agosto, na República Dominicana, a Década tem o objetivo de valorizar a agricultura familiar em todos os países e impulsionar o desenvolvimento sustentável, desafiando os governos a colocá-la no centro das políticas de segurança alimentar. Até o final de 2019 serão promovidos eventos de divulgação nos 26 estados brasileiros e Distrito Federal e no maior número possível de municípios.

O deputado federal por Goiás, Rubens Otoni (PT), que faz parte da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, afirma que esta iniciativa das Nações Unidas propõe repensar os modos de vida. “Atualmente 25% da população do planeta sofre com problemas decorrentes da obesidade, outros 11% – ou 821 milhões de pessoas – passam fome. A agricultura familiar pode mudar essa realidade, fornecendo na própria localidade alimentos frescos e nutritivos, produzidos de forma sustentável, preservando o meio ambiente”, explica Otoni.

O parlamentar é autor de diversos projetos de leis que buscam incentivar e valorizar a agricultura familiar e defende que nenhum setor estratégico prospera sem o apoio dos governos e da sociedade. “Por isso a ONU entende que se todos os países trabalharem juntos nos próximos dez anos é possível construir um plano global para fortalecer a agricultura familiar, permitindo que os jovens permaneçam no campo” afirma. Entre os desafios a serem vencidos estão as disputas comerciais, as barreiras impostas pelas nações mais ricas, as grandes corporações que impõem seu modelo de produção e a necessidade e políticas públicas de apoio ao setor, entre outros.

PED – 2019: Divulgado resultado parcial de apuração dos votos no estado de Goiás

Confira aqui o resultado parcial divulgado às 18h, nesta segunda-feira (09).

O Partido dos Trabalhadores realizou neste domingo (8) as etapas municipais do Processo de eleição direta (PED), quando os filiados vão às urnas escolher presidentes municipais e zonais, delegados estaduais e diretórios municipais.

Levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Organização do PT mostra que a legenda continua sendo a maior do país. A força desta etapa do PED pode ser mostrada com números, muitos números: 4.951 cidades foram às urnas neste domingo, o que representa 85,9% dos municípios do Brasil!

Em Goiás, os primeiros resultados apontam que a Chapa Estadual 480, coordenada pela a atual presidenta do PT Goiás, Kátia Maria cresce e chega a 69% dos votos válidos.

Comissão aprova proposta de deputado goiano que amplia incentivos para a agricultura orgânica

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, aprovou nesta quarta-feira (4) projeto que amplia os incentivos para os produtores rurais que adotam o sistema orgânico de produção e outras práticas de preservação ambiental.

Entre os incentivos previstos no Projeto de Lei 1123/19, do deputado Rubens Otoni (PT-GO), estão prioridade nas compras governamentais, adoção de medidas fiscais e tributárias diferenciadas, política específica de preços mínimos e utilização de subvenções econômicas.

“O Brasil é rico em recursos naturais e temos condições de garantir alimentos e qualidade de vida para toda população”, defende Otoni. Para o deputado, ampliar os incentivos aos produtores contribui para o desenvolvimento da produção de alimentos orgânicos, além de prestigiar a vida no campo, elevar os ganhos e assegurar a dignidade na vida dos agricultores.

Custo maior
Atualmente, a Lei Agrícola (8.171/91) já estabelece mecanismos para os produtores da agricultura orgânica. A avaliação do autor do projeto, no entanto, é que eles tiveram pouco impacto sobre o principal obstáculo da atividade, que é o custo maior de produção em relação à agricultura tradicional.

O objetivo da matéria é estimular a produção e comercialização de produtos orgânicos que além de mais saudáveis, preserva o meio ambiente. O alto custo de produção em comparação ao sistema convencional, que faz uso de defensivos agrícolas e adubos químicos, inviabiliza a comercialização em preços competitivos. Por esse motivo, os incentivos governamentais precisam ser atrativos.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).