Arquivo mensal maio 2019

Povo sai às ruas em todo o país pela educação e rumo à greve geral

O segundo ato do #tsunamidaeducação levou o povo brasileiro às ruas contra a reforma da Previdência e contra os cortes de verbas na educação, feitos  pelo governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL).

Milhares de pessoas se reuniram na Praça Universitária, em Goiânia, na tarde desta quinta-feira (30) em manifestação contra o bloqueio de 30% da verba de custeio e investimento de universidades e institutos federais do País. O grupo saiu em passeata rumo à Praça Cívica por volta das 17h15. O trajeto é o mesmo do ato do último dia 15, que tinha a mesma pauta.

Estudantes fizeram uma intervenção artística utilizando um grande pano branco que cobria várias pessoas ao mesmo tempo. Também foram usados sinalizadores vermelhos que coloriram a passeata.
A palavra de ordem mais ouvida é “não vai ter corte, vai ter luta”. Os gritos de protesto foram embalados por uma banda de percussão e dois carros de som. O movimento foi marcado por entidades estudantis e sindicais.

O #30M em Goiás começou nesta quinta-feira (30) com passeatas em Catalão, Ceres e Posse; concentração em Rio Verde e roda de conversa na cidade de Goiás e aula na rua em Posse.

Em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, estudantes e professores do campus do Instituto Federal de Goiás (IFG) se reuniram em frente à igreja Matriz por volta do meio-dia.

Já em Anápolis, a 55 km de Goiânia, o ato foi realizado pela manhã e durou cerca de uma hora. Alunos e professores da Universidade Estadual de Goiás (UEG) fizeram uma passeata por algumas ruas do centro da cidade.

Outra cidade onde ocorreram atos foi Rio Verde, no sudoeste do estado. Alunos do IFGoiano se reuniram com faixas em frente à instituição.

São Paulo
Em São Paulo, uma multidão de mais de 200 mil pessoas, se reuniu no fim da tarde, no Largo da Batata, na zona oeste da cidade contra a reforma da Previdência, contra os cortes na educação e em apoio à greve geral marcada para o próximo 14 de junho. O ato teve apoio da CUT e de diversas centrais sindicais, além do sindicato dos professores de São Paulo, saúde, entre outros.

Durante o ato no Largo da Batata, na cidade de São Paulo, o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, falou sobre a construção das mobilizações em todos os estados brasileiros.

“A unidade nas ações de trabalhadores, estudantes e daqueles que defendem uma educação pública e de qualidade demonstra a importância da nossa luta. As nossas reivindicações por direito e contra cortes orçamentários são mais do que didáticas e provam mais uma vez ao presidente Bolsonaro que aqui não há idiotas úteis e nem massa de manobra. Aqui tem luta e sabedoria popular para barrar todos os retrocessos impostos por este governo de extrema direita e contrário ao povo”.

Com cânticos como “Não vai ter arrego, se tirar da educação, vamos tirar o seu sossego”, os manifestantes disseram não às reformas que Jair Bolsonaro (PSL) quer fazer, retirando direitos dos trabalhadores, das trabalhadoras e dos estudantes. No início da noite, os manifestantes saíram em passeata até a Paulista.

Interior de São Paulo

Na cidade de Campinas, o ato contra os cortes na educação e a reforma da Previdência reuniu centenas de pessoas no Largo do Rosário.

 

 

Em Bauru, o povo mostrou que a educação resiste. #30M #30MpelaEducacao #NovaPrevidenciaNao #EsquentaGreveGera

 

 

Em Sorocaba, os estudantes gritaram que “Balbúrdia é seu ‘desgoverno’”, “Quem não se informa, aceita qualquer reforma!”

Bolsonaro! #30MpelaEducacao #BrasilPelaEducacao

 

Em Boituva, o recado dos estudantes do Instituto Federal foi curto e direto, Bolsonaro e Ministro: tira a mão do meu IF!

 

Em Jundiaí, a manifestação em defesa da educação foi na Praça da Matriz

Em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, foi organizada uma aula pública para esclarecer e dialogar com a população sobre o corte de verbas na Educação e a Reforma da Previdência. #30M #30MpelaEducacao #NovaPrevidenciaNao #EsquentaGreveGeral

 

Em Araraquara, o povo foi às ruas e mostrou que vai ter luta pela educação e aposentadoria sim!

#30M #30MpelaEducacao #NovaPrevidenciaNao #EsquentaGreveGeral

Em São José do Rio Preto, trabalhadores e estudantes realizaram um ato em frente à Câmara Municipal da cidade. #30M #30MpelaEducacao #NovaPrevidenciaNao #EsquentaGreveGeral

 

Em Pindamonhangaba também ocorreram manifestações contra os cortes na educação. Um grupo com estudantes, professores, militantes políticos e sindicalistas se reuniu na praça Monsenhor Marcondes, no centro da cidade, onde ocorreram discursos, oficinas de cartazes, coleta de assinaturas contra a Reforma da Previdência e, ao final da tarde, houve uma passeata até a praça do Cruzeiro. #30M #30MpelaEducacao #NovaPrevidenciaNao #EsquentaGreveGeral

Alagoas

Na capital de Alagoas, Maceió, os estudantes e a população em geral se reuniram na Praça do Centenário, bairro do Farol, no segundo ato contra os cortes na educação, contra a reforma da Previdência e rumo à greve geral, dia 14 de junho. É o  #Tsunami30M Prepara o guarda-chuva, Ministro!

Amapá

Em Macapá, o ato em defesa da educação pública e de qualidade  fi realizado na Praça da Bandeira , no centro da capital amapaense. Os estudantes, professores, trabalhadores e famílias com crianças saíram em defesa também da Previdência pública. Nos cartazes dos alunos, eles criticam Jair Bolsonaro, e suas medidas contrárias à educação.

Bahia – Salvador

Em Macapá, o ato em defesa da educação pública e de qualidade  fi realizado na Praça da Bandeira , no centro da capital amapaense. Os estudantes, professores, trabalhadores e famílias com crianças saíram em defesa também da Previdência pública. Nos cartazes dos alunos, eles criticam Jair Bolsonaro, e suas medidas contrárias à educação.

Bahia – Salvador

Neste dia 30 de maio, a CUT Bahia, trabalhadores e estudantes ocuparam as ruas da capital e do interior unidos por ois ideais: defesa da educação e para dizer não a reforma da Previdência.

Mais de 20 mil pessoas no bairro Campo Grande, outras milhares nas praças e largos nas demais cidades do Estado atenderam ao chamado no Segundo Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Educação e contra Reforma da Previdência. Com cartazes, falas, faixas ou a tradicional camisa vermelha e o boné da CUT avançaram chamando a atenção que o direito a educação pública de qualidade e de se aposentar estão sob ataque é que a população não vai ficar assistindo a mais essa tentativa de desmonte.

Bahia, interior

Em Irecê, na Bahia também teve ato em defesa da educação pública, contra a reforma da Previdência e rumo à greve geral, no dia 14 de junho.

Ceará

Fortaleza

 

Milhares de pessoas se reuniram na Praça da Gentilândia, no bairro Benfcia, em Fortaleza, onde pediram  #ForaBolsonaro, no ato da Greve Nacional da Educação. No ato, os estudantes cantavam :  ♪ Tire a Tesoura da mão e investe em Educação♪ #TaChovendoProtesto #30MPelaEducacao #BrasilPelaEducacao #RumoÀGreveGeral

Os estudantes de Barbalha, também no Ceará, não se furtaram a ir às ruas contra os cortes na educação e contra a reforma da Previdência, neste 30 de maio. É o #tsunamidaeducação. #MarchaFetamce #EmDefesaDaEducação #ContraDestruiçãodaPrevidência

Maranhão, São Luís

Milhares de pessoas participaram do Ato em Defesa da Educação, contra a reforma da Previdência e em apoio a greve geral do dia 14 de junho, na Praça Deodoro, em São Luís, capital do Maranhão. A manifestação teve o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência (SINTSPREV/MA), entre outras entidades.

Mato Grosso

 

 

Na capital, Cuiabá, mais de 5 mil estudantes e trabalhadores foram às ruas da capital matogrossense. A concentração foi na Praça da República e, seguida de caminhada pelas ruas centrais da cidade.

Minas Gerais – Belo Horizonte

Milhares de pessoas se reuniram na Praça Afonso Arinos, no centro de Belo Horizonte para disser a Jair Bolsonaro que a população é contra os cortes na educação, contra a reforma da Previdência e que vão juntas rumo à greve geral no dia 14 de junho.

Em Diamantina, Minas Gerais, os estudantes também saíram às ruas contra os cortes no orçamento da educação que o governo Bolsonaro quer impor. Os manifestantes cantaram sob o som de “ estudante quer educação”.

Pará – Belém

 

A concentração do ato #30M foi na Praça da República, no bairro Campina. Milhares de estudantes, com apoio da população, se posicionaram contra os cortes na Educação e contra a reforma da Previdência. Depois os manifestantes saíram em caminhada até São Brás.

Paraíba

 

Na capital da Paraíba, João Pessoa, os estudantes também se manifestaram contra os atos de Jair Bolsonaro. A concentração foi no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Paraná

Em Curitiba, onde o presidente Lula, vem sendo mantido como preso político, desde o dia 7 de abril de 2018, os paranaenses fizeram o ato na Praça Santos Andrade, no centro.

Pernambuco

 

Na capital pernambucana, Recife, os estudantes, professores, servidores da Educação, além de representantes de sindicatos cutistas, se concentraram na rua Aurora, no bairro Santo Amaro, e saíram em passeata contra os cortes na educação promovidos pelo governo Bolsonaro.

É Recife firme e forte, em defesa da escola pública.

Também na cidade Jaboatão, Pernambuco, a população saiu às ruas, em defesa da educação pública e contra a reforma da Previdência.

Rio de Janeiro – Rio

 

No Rio de Janeiro, em frente à Assembleia Legislativa do Estado houve um aula pública e uma intervenção teatral. Depois os estudantes saíram em passeata até a Candelária, onde o ato reuniu milhares de pessoas, contra os cortes de Bolsonaro na educação.

Nos cânticos frases como “ Minha balbúrdia, é estudar, tô lutando pra me formar” e UERJ resiste, entre outras.

Rio Grande do Norte

Em Assu, na região oeste do estado do Rio Grande do Norte, os trabalhadores se uniram ao ato dos estudantes contra os cortes na educação,  a reforma da Previdência e em apoio a greve geral do dia 14 de junho.

Em Mossoró (RN), os estudantes também participaram do ato em defesa da educação

Sergipe – Aracaju

Mais de 30 mil pessoas saíram ás ruas de Aracaju contra a política de cortes e desmonte da educação pública feita pelo governo de Jair Bolsonaro. A concentração foi na Praça General Valadão, região central.  Os manifestantes caminhada saíram em caminhada pela Avenida Hermes Fontes, uma das mais importantes da cidade. O ponto final é o terminal de integração do DIA – Distrito Industrial de Aracaju, onde circula grande parte das linhas urbanas de transporte público

Início da concentração

 No exterior

Inglaterra – Londres

 

Estudantes e professores brasileiros protestam contra os 30% de corte na Educação aqui no Brasil. Os ativistas fazem parte do movimento Academics for freedom Brazil.

Em Genebra – Suíça

 

Manifestantes em tom de ironia fizeram o ‘Piquinipe da Balbúrdia”.

Veja aqui – https://www.cut.org.br/noticias/segundo-tsunami-da-educacao-toma-as-ruas-do-brasil-confira-o-balanco-da-manha-3b0d  como foram os atos do Tsunami pela educação, no período da manhã

Do site da Cut

“O bem vencerá o mal”: A troca de cartas entre o Papa Francisco e Lula

O papa Francisco enviou uma carta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto, o pontífice manifesta solidariedade a Lula por suas recentes perdas e pede que o ex-presidente não desanime e siga confiando em Deus.

Francisco lembra ainda a morte e a ressurreição de Jesus Cristo e ressalta que, ao final, “o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a Salvação vencerá a condenação”.

Essa é a segunda vez que o papa se comunica com o ex-presidente desde que Lula foi preso injustamente em Curitiba. Em 2018, o pontífice enviou um rosário abençoado e uma mensagem de paz escrita na versão italiana do livro “A Verdade Vencerá”, de Lula.

No início de abril, o ex-presidente escreveu ao pontífice e agradeceu o apoio de Francisco em prol da justiça e dos direitos dos mais pobres.

Leia as mensagens:

Rubens Otoni participa de audiência pública para discutir o impacto do corte orçamentário nas Universidades e Institutos Federais

O deputado federal Rubens Otoni participou de uma audiência pública para discutir o impacto do corte orçamentário nas Universidades e Institutos Federais, na Assembleia Legislativa de Goiás, na manhã de hoje (28). O evento foi presidido pelo deputado Antônio Gomide (PT) e a mesa dos trabalhos foi composta pelo deputado federal Rubens Otoni (PT), o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, o reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), Jerônimo Rodrigues da Silva, o reitor do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Vicente Pereira de Almeida, os deputados Lêda Borges (PSDB), Coronel Adailton (PP) e Helio de Sousa (PSDB).

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, agradeceu o apoio dos parlamentares pela disposição de debater a importância da valorização das universidades federais. ‘‘Os representantes do povo goiano estarem com a gente nessa causa é muito importante. A nossa luta, também, é de reconhecimento da sociedade. Muitas vezes somos desqualificados, diminuem a nossa luta, mas nós não vamos conseguir chegar até o meio do ano com esse contingenciamento”, destacou.

Edward afirmou que em nenhum momento da história a comunidade acadêmica teve tanto entendimento da atual situação do ensino no Brasil e salientou que todos estão unidos para tentar reverter o quadro. ‘‘É uma redução de 30% dos nossos recursos, que já são insuficientes para arcar com as despesas de modo geral. Algumas Universidades vão suportar a situação até o início de outubro, mas a maioria vai encerrar o semestre agora em julho.”

O reitor destacou que mesmo com a restrição que vem acontecendo desde 2015, a UFG terminou 2018 com a ampliação dos programas de graduação, que, de acordo com ele, “foi executado contra tudo e contra todos”.

Já o reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), Gerônimo Rodrigues, apresentou números dos Institutos Federais, tanto em alcance nacional quando do Estado de Goiás.

O reitor começou falando sobre os cortes na Educação. “Essa ação inicial trata desse assunto, que alguns entendem como contingenciamento e outros como corte, mas independentemente do nome, ela está prejudicando nossas instituições de ensino”, afirmou.

Em seguida, ele apresentou números de expansão dos IFs ao longo dos anos. Em nível federal, desde 2016, existem 644 unidades, nove Polos de Inovação, 526 programas de pós-graduação e 1 milhão de matriculas. “Esses números poderiam ser melhores, mas por questões orçamentárias, isso não é possível. Para o atendimento das necessidades, o valor é maior que o que é ofertado, e a partir de 2015, as linhas começam a se distanciar com déficits bastante significativos. Vários campus ainda precisam de investimento para melhor atender a comunidade estudantil e melhorar o número de alunos”, frisou.

Em Goiás

O Instituto Federal em Goiás tem 14 campus, a maioria em regiões metropolitanas e Entorno de Brasília, contando com 227 cursos. “Saímos de mais de 200 milhões de reais de investimento para apenas 2 milhões de reais e, neste ano, apenas foram liberados 10% desse valor, o que nos deixa sem ter condições de gerir os Institutos. No ministério o discurso é fazer ajustes, entretanto, todos os ajustes que podiam ser feitos já foram feitos. Então, quando falamos que os Institutos podem ser fechados, isso é verídico. Com o contingenciamento, não conseguimos cobrir nem os contratos de limpeza”.

O reitor também frisou que não há necessidade de o Ministério da Educação buscar fora do país modelos de instituições de ensino tecnológico, porque os Institutos Federais são apropriados para o Brasil. “O modelo dos IFs é um modelo próprio para o país, que atende o interior. Nós precisamos que os parlamentares e a população estejam conosco”, disse.

Após ele, o reitor do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Vicente Pereira de Almeida, afirmou que mesmo com as dificuldades diárias e com o contingenciamento, as aulas não foram interrompidas e as atividades estão ocorrendo normalmente.

Vicente Almeida apresentou uma série de dados e números que, segundo ele, mostra a evolução e importância do IF para a sociedade. ‘‘O IF ajuda milhares de alunos há anos. Nós estamos com vários prédios em construção. Pode ser que a gente não consiga terminar as obras com esse corte. Precisamos desse recurso e quero pedir à comunidade que ajude nossa intuição, que sempre teve muita qualidade e é de todos vocês.”

O deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) elogiou a iniciativa e a disposição dos reitores em apresentarem as informações sobre o papel social das universidades com a explanação dos números dessas instituições.

“Essa iniciativa é importante para que as pessoas entendam o papel social que as universidades cumprem e porque as defendemos. Estou aqui mostrando meu apoio nessa luta de garantir uma educação pública gratuita, de qualidade e inclusiva, que contribua para diminuir a desigualdade social no país”, afirmou.

Bancada goiana se reúne com Reitores para buscar soluções ao orçamento de 2019

Na manhã de hoje, 20, a bancada goiana na Câmara Federal se reuniu com os reitores da UFG, Edward Madureira; do IFG, Jerônimo Rodrigues da Silva, e do IF Goiano, Vicente Pereira de Almeida, além de diretores de faculdades e representantes de professores e servidores para discutir a situação das instituições.

A presença dos parlamentares no encontro foi uma resposta aos reitores de parceria e união, afirmou o deputado Rubens Otoni (PT). “Nossa presença é para vocês terem, em nós, instrumentos de articulação na organização da defesa da universidade e dos institutos federais”, disse. O  parlamentar é favorável à luta das instituições na busca pela reversão da medida de contingenciamento do orçamento.

O deputado defende que além da luta que já ocorre, “precisamos dar a volta por cima e virar o jogo, retomar o que foi exposto aqui pelos institutos federais e pela universidade federal. Precisamos retomar essa história e o papel que essas instituições têm e não apenas sobrevivermos”, finaliza.

REALIDADE ORÇAMENTÁRIA

A divulgação de informações sobre as instituições, como o alcance do ensino, da pesquisa e da extensão no estado de Goiás, foi um dos objetivos da reunião. “São elementos informativos importantes para a comissão parlamentar que defende as instituições”, afirmou o reitor da UFG, Edward Madureira. “De forma unânime, os gestores das universidades e dos institutos federais estão apreensivos com os cortes. Vamos ter que parar as atividades acadêmicas por inanição no segundo semestre”, disse.

Os reitores do Instituto Federal de Goiás (IFG), Jerônimo Rodrigues, e do Instituto Federal Goiano (IFGoiano), Vicente Pereira, também apresentaram os dados institucionais, inclusive o descompasso entre o orçamento de investimento e de custeio. As três instituições de ensino apresentaram em dados a inviabilidade de manutenção de suas atividades até o final do ano.

A preocupação apresentada pelo reitor do IFG, professor Jerônimo Rodrigues da Silva, é que da forma como está, com a redução feita pelo Governo, “não será possível sobreviver até o final do ano”, diz. Pelos dados apresentados, está previsto para 2019, para o Instituto, o recebimento de R$ 52 milhões para custeio e apenas R$ 2 milhões para investimento (ao longo do ano), sendo que destes últimos “só foram liberados 10% e a há perspectivas de que apenas mais 10% desse valor ainda seja disponibilizado”, afirma. Esse valor para investimento, segundo o reitor, é responsável pelas obras que estão em andamento, compra de equipamentos e outros.

Um dado que mostra a dimensão em termos de redução orçamentária do IFG ao longo dos últimos cinco anos aponta que em 2014 o orçamento para investimento era de R$ 34 milhões. Para 2019, a previsão da LOA seria de cerca de R$ 5.153 milhões, sendo que desses, a previsão em janeiro era de repasse de apenas R$ 2 milhões ao longo do ano. Mas no final do mês de abril, houve bloqueio de cerca de R$ 600 mil. “Desde 2016 o governo mudou a forma de repasse do dinheiro previsto na LOA, ao longo do ano. O orçamento fica no Ministério da Educação e vai sendo liberado às instituições por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED)”, pontua. Hoje, o IFG está com ao menos dois câmpus em obras, inclusive com essas unidades funcionando em local provisório até que as sedes fiquem prontas, que são Senador Canedo e o Câmpus Goiânia Oeste.

O reitor mostrou que o orçamento para custeio (despesas discricionárias) foi reduzido de R$ 52 milhões, em 2019, para R$ 36.945 milhões, com o contingenciamento. Com os bloqueios, afirma o reitor, “nós não teremos condições de arcar com os contratos já firmados. As demais atividades já não teriam condições de sobreviver até o final desse ano, como ensino, pesquisa e extensão”, analisa.

Frente Parlamentar Mista pela Energia Limpa e Sustentável

A Frente Parlamentar Mista pela Energia Limpa e Sustentável é composta por 207 senadores e deputados para debater marcos regulatórios do setor elétrico e quer promover um novo Código Brasileiro de Energia Elétrica.

O deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) que é membro da Frente, ressaltou a necessidade de aprimorar a legislação brasileira para incentivar as novas tecnologias do setor, como eólica e fotovoltaica. “Atualmente existe insegurança de quem quer investir, por isso estamos trabalhando na criação de uma Comissão Especial para construir um novo Código Brasileiro de Energia Elétrica, que deve começar os trabalhos em agosto”, explicou o parlamentar.

“É uma prioridade repensar o setor elétrico e fazer uma consolidação das diversas leis para que possamos oferecer à sociedade uma energia mais competitiva”. Para Rubens Otoni é uma competência do Congresso Nacional formular políticas públicas para . O deputado defende a realização de audiências públicas em conjunto com a sociedade civil e entidades ligadas aos setores energéticos para debater a legislação.

#15M: Greve nacional da educação atinge todos os estados e DF

Neste dia 15 de maio, Dia Nacional de Greve da Educação, a mobilização contra a reforma da Previdência e contra os cortes de verbas na educação uniu o povo brasileiro. Houve manifestações em mais de 200 cidades do país, aponta levantamento divulgado pelo G1.

A tag #TsunamiDaEducação ocupa o topo do Twitter Brasil desde o início da manhã e a segunda posição no ranking mundial. A tag dialoga com o tamanho da mobilização que tomou conta das escolas, institutos federais, universidades, praças, ruas e avenidas das capitais de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, além de 160 cidades do interior do país. Um balanço parcial das entidades organizadoras aponta que a greve nacional mobilizou até o início da tarde mais de 2 milhões de pessoas e a previsão é que este número chegue a 5 milhões ao final do dia.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou que a manifestação em Goiânia teve a participação de mais de 50 mil manifestantes.

A Greve Nacional da Educação foi convocada em abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e teve início em escolas do ensino básico, fundamental e médio das redes pública estadual e municipal de todo o país. Após o anúncio dos cortes de recursos na educação, na semana passada, a paralisação foi ampliada com a adesão de profissionais do ensino superior, técnico e de escolas da rede privada. Todos pararam completamente as atividades nesta quinta-feira (15).

Confira como foi a mobilização:

GOIÁS
Em Goiás, 40 municípios pararam para exigir respeito à educação e em defesa da aposentadoria. Cerca de 80% das escolas, entre estaduais e municipais, aderiram ao chamamento dos sindicatos. Em Goiânia mais de 25 mil pessoas estiveram no ato, que começou na Praça Universitária e seguiu em marcha até o Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador.

ACRE
Em Rio Branco, no Acre, quase 2 mil estudantes e professores das redes municipal e estadual, sindicalistas e militantes dos movimentos sociais caminharam até o Palácio Rio Branco, onde fica o gabinete do governador Gladson Cameli (PP), para protestar contra os cortes na educação e a reforma da Previdência.

ALAGOAS
Em Maceió, mais de 10 mil estudantes, professores, pais de alunos, trabalhadores e militantes do movimento sindical se concentraram às 7h, em frente ao Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (CEPA), de onde saíram em caminhada até o centro da capital alagoana.

AMAPÁ
A Universidade Federal do Amapá (Unifap) amanheceu parada nesta manhã. Os alunos se concentraram para debater sobre o que está acontecendo no Brasil. No ato que teve início às 15h, milhares de manifestantes ocuparam a Praça da Bandeira contra o corte na educação e a reforma da Previdência.

AMAZONAS
Em Manaus, os servidores e alunos da Universidade Federal do Amazonas fizeram ato na Avenida Rodrigo Otávio, na Zona Sul da cidade. O ato público, com professores, estudantes e trabalhadores das demais categorias, está marcado para ocorrer às 15h, na Praça do Congresso.

BAHIA

Na Bahia, escolas públicas e particulares de Salvador amanheceram sem aula nesta quarta-feira. Em Salvador, as ruas da capital baiana ficaram lotadas, com mais de 50 mil pessoas, entre professores, estudantes e trabalhadores de outras categorias, protestando contra os cortes na educação.

Em Feira de Santana, também na Bahia, na porta do Instituto Gastão Guimarães, milhares de estudantes, professores, profissionais de várias áreas da instituição pararam. Estudantes protestaram também em Camaçari.

CEARÁ
Em Fortaleza, no Ceará, 100 mil tomaram as ruas contra os cortes na educação e contra o fim da aposentadoria. Estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) bloquearam o cruzamento das avenidas da Universidade e 13 de maio, no Benfica, no início da manhã. Eles realizaram um “cadeiraço” contra o corte de recursos na educação.

Em Quixadá, mais de 500 servidores e estudantes do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da UFC e da UECE paralisaram as atividade e seguiram em caminhada até a Praça José de Barros, no centro da cidade.

DISTRITO FEDERAL
A mobilização na capital federal, em Brasília, reuniu mais de 50 mil pessoas no ato que encerrou em frente ao Congresso Nacional. Logo no início da manhã, a Universidade Federal de Brasília (UNB) amanheceu parada. Estudantes, professores, trabalhadores da educação e demais categorias ocuparam o Museu da República para protestar contra o corte na educação e em defesa da aposentadoria.

ESPÍRITO SANTO
Em vitória, capital do estado, milhares de estudantes e entidades da sociedade civil organizada saíram às ruas em defesa da educação, contra os cortes no setor promovido pelo governo de Jair Bolsonaro e em defesa da Previdência. Eles saíram da Praça do Papa em direção à Assembleia Legislativa do estado.

 

MARANHÃO 
No Maranhão, a população ocupou as ruas em defesa da educação e contra a reforma da Previdência. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Zé Doca (Sindsep) participou do ato conjunto de professores, estudantes, sindicalistas e representantes dos movimentos sociais. Eles bloquearam o portão principal de acesso à Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

 

MATO GROSSO
No ato em Tangará da Serra, em Mato Grosso, os manifestantes protestaram contra os cortes na educação e sinalizaram ao governo que este é só o esquenta para a greve geral de 14 de junho. No início da tarde, mais de 15 mil pessoas foram às ruas na capital matogrossense, em Cuiabá. Manifestações ocorreram também nos municípios de Rondonópolis e Cáceres.

MATO GROSSO DO SUL
Em Mato Grosso do Sul, professores e alunos das escolas municipais e estaduais e instituições federais paralisaram as atividades e foram às ruas protestar contra o bloqueio de verbas da União para a educação e a reforma da Previdência.

MINAS GERAIS
A manifestação contra os cortes na educação e contra a reforma da Previdência começou cedo na capital, em Belo Horizonte. Mais de 100 mil pessoas ocuparam a Praça da Estação nesta manhã.

Estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet) carregavam faixas com dizeres “Luto pela educação” e “A aula hoje é na rua”. Também participaram dos atos contra os cortes na educação os estudantes do Colégio de Aplicação da UFG.

Outra manifestação ocorreu em frente ao prédio da Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com participação do SINDIFES – Técnico-Administrativos da UFMG.

PARÁ
Na capital paranaense, em Belém, 60 mil protestaram e mandaram um recado ao governo de Bolsonaro: não mexam na educação e na aposentadoria do povo. Em Marabá, também no Pará, estudantes da Unifesspa participaram da paralisação. Em Capanema também teve mobilização de estudantes, professores e pais de alunos.

PARAÍBA
Na Paraíba, além da capital, João Pessoa, que teve protestos com mais de 30 mil pessoas, outras 17 cidades, como Campina Grande, Sousa e Areia, participaram da greve nacional. Em frente ao campus Liceu Paraibano, o estudante de história, Ciro Caleb, mandou um recado ao governo durante a concentração dos estudantes, que saíram na sequência em caminhada até o Ponto de Cem Réis, centro de João Pessoa, para se juntar aos demais manifestantes.

PARANÁ
No Paraná, teve ato de petroleiros da Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, e na Repar, de Araucária, em apoio à paralisação dos estudantes e professores em defesa das escolas e universidades federais, principais alvos do governo Bolsonaro.

E na Praça Santos Andrade, em Curitiba, trabalhadores da educação, movimentos sociais e estudantes se concentraram para fazer um grande ato público pela aposentadoria e por ensino público e de qualidade.

 

PERNAMBUCO
O ato público no Recife, em frente ao Ginásio Pernambucano, na rua da Aurora, reuniu mais de 100 mil pessoas no Dia Nacional de Greve na Educação. Na manhã desta quarta-feira (15), os estudantes também foram às ruas de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Teve ato também no Instituto Federal de Barreiros, cidade que fica a 100 km da capital pernambucana.

Em Goiana e no Sertão do Pajeú os manifestantes também protestaram contra o retrocesso na educação e contra o fim da aposentadoria.

No Terminal Aquaviário da Transpetro, em Suape, os petroleiros também pararam as atividades pela manhã em apoio à paralisação dos estudantes e professores.

PIAUÍ
No Piauí, mais de 20 mil estudantes universitários e secundaristas de escolas públicas e particulares, professores, pais de alunos, trabalhadores de diversas categorias e representantes dos movimentos sociais e sindical fizeram uma passeata pelas ruas do centro de Teresina. Teve atos também em cidades do interior como Parnaíba, Cocal, Picos, Floriano, Pedro II, Corrente e Angical do Piauí.

RIO DE JANEIRO
No Rio de Janeiro, a mobilização do ato unificado na região da Candelária levou uma multidão às ruas. A mobilização começou com panfletagem no Museu Nacional, em frente ao Horto Botânico. Na Praça XV, das 10h às 16h, manifestantes fizeram aulas, palestras, performances e oficinas. Também teve ato em frente a Fiocruz, na escadaria do Castelo Mourisco.

INTERIOR
Em Campos, estudantes da UENF e movimentos sociais da cidade pararam as ruas para avisarem que não vão aceitar os cortes de Bolsonaro na Educação. Em Soropédica, na região metropolitana, os estudantes saíram às ruas contra os cortes na educação e em defesa da Previdência Pública.

Em Macaé, também houve ato em defesa da educação, contra a privatização e a reforma da Previdência. Em Barra Mansa também houve ato com centenas de estudantes apoiando a greve contra os cortes na educação. Na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), pela manhã, os petroleiros realizaram um ato em apoio à greve nacional pela educação.

RIO GRANDE DO NORTE
No Rio Grande do Norte, uma multidão ocupou as ruas de Mossoró contra a reforma da Previdência e os cortes na educação.

Teve ato político na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a governadora do estado, Fátima Bezerra (PT), também participou do dia de paralisação no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

RIO GRANDE DO SUL
No Rio Grande do Sul, 90% das escolas estaduais pararam e universidades amanheceram com as portas fechadas nesta quarta-feira (15). Em outras, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a paralisação foi parcial. Pela manhã, os estudantes fizeram uma caminhada pelas ruas do centro da capital gaúcha. À tarde, mais de 20 mil ocuparam as ruas de Porto Alegre.

 

RONDÔNIA
Em Porto Velho, estudantes da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) fizeram um ato na Avenida Sete de Setembro, principal via da capital para protestar contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) e em defesa da aposentadoria.

RORAIMA
Em Boa Vista, professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR) fecharam os portões logo nas primeiras horas da manhã. Além da UFRR, participam do ato o Instituto Federal de Roraima (IFRR) e parte da Universidade Estadual (UERR). O Colégio de Aplicação da UFRR e a Escola Agrotécnica também paralisaram. Às 15h tem ato na Praça do Centro Cívico, em Boa Vista.

SANTA CATARINA
Em Florianópolis, o esquenta para o ato que acontecerá nesta tarde começou bem cedo e encerrou com mais de 20 mil pessoas nas ruas. Estudantes da UFSC e o movimento sindical cutista estiveram durante toda a manhã no largo da Catedral para dialogar sobre os cortes da educação e coletar assinaturas contra a Reforma da Previdência. Em Santa Catarina, houve manifestações de professores e estudantes em cidades como Florianópolis, Itajaí e Concórdia.

SÃO PAULO
Em São Paulo, as manifestações começaram logo pela manhã. Estudantes e professores da USP fecharam uma das entradas da instituição, com cartazes contra os cortes na educação e a reforma da Previdência. Ainda na capital, estudantes da escola estadual Oswald de Andrade protestaram contra o corte na educação em caminhada pela rua da Consolação, uma das vias mais importantes da cidade que liga a região central à Paulista, onde mais de 150 mil professores, estudantes, pais de alunos e trabalhadores de todas as categorias profissionais aprovaram a participação na greve geral do dia 14 de junho, convocada pela CUT e demais centrais sindicais brasileiras.

INTERIOR
Em Araraquara, os estudantes da Unesp participaram do dia de greve contra os cortes na educação. Em Bauru, o ato foi em frente à Câmara Municipal da cidade. Em São Bernardo do Campo, na região metropolitana, houve manifestação das trabalhadoras e trabalhadores da educação, na Rua Marechal Deodoro, centro da cidade.

Centenas de pessoas também participaram do ato em Sorocaba contra os cortes na educação. Em Presidente Prudente, cerca de mil pessoas se concentraram em frente a Unesp. Em São Carlos, a manifestação foi em defesa das universidades estaduais UFSCar e USP. Em Piracicaba, também houve protestos de estudantes contra os cortes na educação promovidos pelo governo Bolsonaro.

Em Paulínia e Capuava, os petroleiros das duas refinarias pararam em apoio à greve nacional da educação, que lutam contra o corte de verbas e contra a reforma da Previdência.

SERGIPE
Em Aracaju, os manifestantes ocuparam as ruas da capital. Pela manhã, bloquearam um dos acessos ao campus da Universidade Federal de Sergipe. Estudantes também se concentraram na porta do Instituto Federal de Sergipe (IFS).

 

TOCANTIS
Em Palmas, no Tocantins, estudantes fecharam o portão de entrada da Universidade Federal e Estadual do Tocantins. Os manifestantes também ocuparam a frente da Assembleia Legislativa do estado contra a reforma e os cortes na educação.

Paralisação nacional da educação tem atos em todo País nesta quarta-feira (15)

Estudantes e professores de todo País vão às ruas nesta quarta-feira (15) para protestar contra os cortes orçamentários para todas as universidades e institutos federais, impossibilitando que algumas instituições consigam cumprir o ano letivo de 2019. Bolsas de mestrado e doutorado também foram suspensas por falta de verba.

O mandato popular do deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) estará presente nas manifestações em defesa da educação pública gratuita e de qualidade.

Veja a programação de atos nas capitais brasileiras:

Agência PT de Notícias

Projeto de lei de combate ao bullying nas escolas

O deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) apresentou um projeto de lei (PL 311/2019) na Câmara dos deputados para incluir no projeto pedagógico escolar medidas de conscientização, prevenção, diagnóstico e combate ao bullying no ensino fundamental.

Ainda que tenha se tornado um assunto relevante, preocupado famílias, pais, especialistas e profissionais da educação poucas são as medidas efetivas de combate e prevenção do bullying. “Para garantir os direitos fundamentais relacionados ao exercício da cidadania e da dignidade da pessoa humana é preciso que o Estado brasileiro tenha uma posição mais firme e eficiente em relação ao bullying” defende o parlamentar.

“Nesta perspectiva, se impõe ao legislativo a tarefa de ofertar à sociedade inovações legislativas a altura dos desafios, e, no caso concreto, que possibilite a prevenção e o combate as práticas de bullying” explica Rubens.

O QUE É BULLYING

O Bullying é uma das formas de violência que mais cresce no mundo. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão.

Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola.

Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.

Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.

Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.

Os jovens também podem repetir esse mesmo raciocínio e a escola deve permanecer alerta aos comportamentosmoralmente abusivos.

Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata.

“Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo”, diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O professor pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar.

Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão.

“Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?”, orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.

COMBATE AO BULLYING

Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;

Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;

Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.

Fonte: Revista Escola

“Obstrução geral até que cortes de recursos às universidades sejam revistos” afirma Rubens Otoni

A Frente Parlamentar Pela Valorização das Universidades Federais, decidiu nesta terça-feira (7), adotar medidas duras para enfrentar o processo de desmonte das universidades e institutos federais protagonizado pelo governo de Jair Bolsonaro. Uma das principais medidas será a obstrução da pauta legislativa enquanto o ato arbitrário do governo contra a educação brasileira não for revisto. Os cortes nos repasses de 30% de recursos às universidades e institutos federais causaram indignação nos integrantes da Frente e na Bancada do PT.

“Faremos um requerimento a líderes de todos os partidos para tratar dessa decisão do governo de bloquear a execução orçamentária das universidades e dos institutos federais, e solicitar que haja obstrução de todas as votações enquanto não tivermos encaminhamento satisfatório e resolutivo dessa crise criada”,  explicou o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) que é membro da Frente Parlamentar Pela Valorização das Universidades Federais.

O deputado defendeu que a decisão de encaminhar aos líderes partidários, a proposta de obstrução da pauta da Câmara até que seja recomposto, integralmente, os recursos destinados às universidades e institutos federais, vai permitir que se tome conhecimento de como se posiciona cada bancada partidária.

Medidas Judiciais
A Frente ainda tratou sobre qual medida judicial seria possível adotar para sustar essa ação do governo contra a educação. A Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Deborah Duprat, está analisando quais são as irregularidades desse ato “para que possamos também, do ponto de vista legal, impedi-lo”.

Convidada para debater as ações judiciais, a procuradora Deborah Duprat adiantou que ainda não tem clareza de como pode ser feito esse processo, mas assegurou que a Constituição prevê investimento em educação. Ela esclareceu que escolhas a respeito da alocação desses recursos já foram feitas por ocasião da votação da lei orçamentária. “Agora, o contingenciamento, o limite de empenho, ele tem que observar essas escolhas. Então, há questões orçamentárias que precisam ser melhor analisadas, mas de qualquer maneira, o fato é que as universidades não podem ter o regime orçamentário que foi estabelecido, que foi definido recentemente com esse contingenciamento”, ponderou a procuradora.

Assine e compartilhe o abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência

A proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro é considerada uma das mais nefastas da América Latina, tendo em vista experiências semelhantes em outros países. Milhares de brasileiros e brasileiras foram às ruas no dia 1° de Maio e provaram que vão lutar por sua aposentadoria.

O documento contra a reforma de Bolsonaro será entregue aos parlamentares para que eles rejeitem a proposta que vai acabar com a aposentadoria do trabalhadora e do trabalhador brasileiros

Baixe aqui o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência e que será entregue aos parlamentares:

http://bit.ly/2Y5gVDY